Lost Design - Glossário de Informática
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Glossário de Informática:

Texto extraído da revista Odisséia Digital 2,
exemplar integrante da revista Superinteressante.
Direitos autorais: Max Gehringer e Jack London. >>>
Publicado pela Editora Abril.
(Melhor visualização: Internet Explorer 800 x 600)

Acesso – O conjunto de formalidades necessárias para alguém ingressar na web. Pelo lado técnico, é preciso ter um modem e um programa de discagem e pelo lado financeiro, uma conta aberta  num provedor.  Antes de ganhar o sinônimo atual  de  entrada,  a  palavra  latina  accessus  significava manifestação de uma doença e é por isso que muita gente ainda fala em acesso de tosse. 
Ada - Linguagem de  programação  avançada  desenvolvida  no  final  dos  anos  70, para  uso  do Departamento  de  Defesa  dos  Estados  Unidos.  Desde  1986,  é  utilizada  para  aplicativos  com objetivos militares. O nome Ada é uma homenagem à inglesa Ada Byron, condessa de Lovelace.  Ela foi a primeira pessoa a escrever um programa de computador, em 1833.  O pai de Ada foi o  famoso poeta inglês Lord Byron, pândego, glutão e beberão que legou à humanidade jóias  do  tipo "Comer, beber e amar...  Que importância tem o resto?"  Como é que com um pai exemplar  desses, Ada  se interessou por computadores é um mistério secular...
Ajuda - Ver Help
Alias - Em inglês, significa outro nome.  Se o usuário  John  quer  ser  conhecido  como  Margareth, diz-se John alias Margareth.  A pronúncia é a mesma usada para falar  o  nome  Elias  se  o  acento caísse no E.  Já em português, aliás tem um sentido diferente: é a retificação  de  uma  informação errada: a República foi proclamada em  15 de setembro, aliás, novembro.  Embora  discrepantes, as versões portuguesa e inglesa estão ambas corretas, já que alium, em latim, significa outra coisa.
Alt – Tecla  auxiliar.  Alt  é  a  abreviação  de  alternate,  mudar.  Sozinha,  ela  não  desempenha nenhuma função, só funciona quando apertada simultaneamente com outra tecla.  No Macintosh  a tecla Alt tem o nome de Option.
Altair – O primeiro microcomputador a ser vendido  para  o  consumidor. Desenvolvido  em  1975  pelo  Massachusetts  Institute  of  Technology  and  Systems, o  Altair  custava  395  dólares  e  tinha  uma  minúscula memória de 256 bytes. Seu chip era da Intel e seu sistema  operacional, no padrão Basic foi de autoria de Bill Gates então com 18 anos de idade  e já proprietário, junto com seu sócio Paul Allen, de  uma  microempresa chamada Micro-Soft.
Ampulheta – Aquele objeto que aparece na tela para nos tranqüilizar quanto  ao fato  de  que, ao contrário do que imaginamos  e  tememos, o  sistema  está  em  operação  (no Mac é um reloginho). Ampulheta  vem  do  latim  ampula,  pequeno tubo do qual se originou também  a  ampola  de  injeção.  É  interessante  que  a computação tenha escolhido a ampulheta  como  um  símbolo, porque  ela  é  um dos mais  antigos  sistemas  para  marcar  o  tempo  de  que  se  tem  notícia, já  conhecida  há  1700 anos. 
Analógico – O que não é digital. A palavra grega analogos significa comparação.
Apache – O mais conhecido dos servidores da Internet.  É  responsável pela hospedagem de  mais de 50% dos sites existentes no mundo inteiro. O Apache é de domínio  público e  foi  desenvolvido em 1995.  O nome Apache não tem nada a ver com os índios do Velho Oeste americano, é  apenas um trocadilho.  Quando o servidor foi  desenvolvido, seus  programadores  partiram  de  um  código existente, o  NCSA, ao qual  acrescentaram vários remendos – em inglês, patches.  Daí, o  servidor ficou remendado – patchy – e a similaridade fonética o transformou em Apache.  V. Servidor.
Aplicativo – Imagine que alguém queira ter um carro, mas para  isso  terá  que  montá-lo  em  sua própria casa.  Lá nos primórdios, a informática  funcionava  assim: cada  programa  era  construído para um cliente específico e desenvolvido por um profissional  especializado em informática.  Já  os aplicativos são a mesma coisa que um carro pronto:  O usuário  vê, gosta, compra, sai pilotando  e não precisa  saber  como  ele foi construído.  São  softwares  como o Word, o McWrite, o Excel,  o McPaint, o Explorer, ou o Netscape.
Apple – A marca do segundo microcomputador a entrar no mercado, o primeiro foi o Altair, mas  foi  a Apple quem transformou o computador num eletrodoméstico. Construído numa garagem pela dupla Steve Jobs e Stephen Wosniak, o primeiro micro da Apple fez sua estréia nas  prateleiras  em 1976.  V. Altair.
Arpanet – Rede da qual brotou a Internet.  Projetada a partir do final da década de  50, era  parte de um projeto de contra-espionagem da  Agência  para  Desenvolvimento  de  Projetos  Avançados (Advanced  Research  Project  Agency, donde  vem a  sigla  ARPA), do  Ministério  da  Defesa  dos Estados  Unidos.  A idéia  era  conectar  grandes  computadores  de  universidades  e  centros  de pesquisa científica em vários pontos do país, algo que nem passava pela cabeça dos  construtores dos  primeiros  computadores.  A  primeira  conexão  bem  sucedida  ocorreu  em  1969, quando  o computador da Universidade da Califórnia, na costa oeste  americana, recebeu do  computador  da Universidade Stanford, na costa  leste, uma mensagem com duas  letras: um  L  e  um  O.  E  aí  o sistema travou.
Arquivo- Do grego arkheia, documentos do governo.  V. File.
Arroba – O símbolo gráfico @.  Em inglês  é  a  abreviação  de  at, uma preposição que indica lugar.  Um endereço  como  jim@school quer dizer que Jim pode ser encontrado na  escola.  Mas,  como  a arroba foi parar  na  web?  Em  1972, ao  estabelecer  os  padrões  para o  que  viria  a  ser  o  correio  eletrônico, o  engenheiro  Ray Tomlinson procurou no  teclado  de  sua  máquina  de  datilografia  um símbolo para separar  o  nome  e  o  endereço  de  um  usuário.  E  encontrou  o  @, já  meio  em  desuso, utilizado  apenas  pelos contabilistas.  O símbolo @  existe  desde  os  tempos  do  Império  Romano, quando representava a palavra latina ad, da qual  derivou a inglesa at.  No  Brasil, houve  também  a  apropriação  do  pouco usado @  para  representar  uma  medida  de  peso, a  arroba, que eqüivale a 15 quilos.  A nossa palavra foi importada da  Espanha  e vem de um termo árabe para peso ar-rubá.
Atalho – Um ícone que pode ser colocado na tela inicial  do  micro, para  facilitar  o  acesso  a  um programa ou arquivo. Assim, em vez de procurá-lo em diretórios e pastas, basta  clicar duas  vezes em seu ícone para abri-lo.  Os atalhos não precisam ter o mesmo  nome do arquivo, pode-se dar  a ele qualquer apelido e associá-lo ao arquivo em questão. Em inglês, shortcut (cortar caminho).
Attach – Anexar.  Muita gente escreve atachar para se referir a  um  documento  que  está  sendo anexado a outro, e isso soa como um atentado à língua portuguesa, porque temos o  verbo  anexar para esta finalidade.  O engraçado é que em  inglês  também  existe  a  palavra  annex, a  qual, da mesma forma que a nossa, veio do latim  annexus, colocar  junto.  Mas  o  pessoal  da  informática resolveu emprestar attach do francês attacher.
B2B – Comércio  Business  to  Business  ou  uma  empresa  que  vende  para  outra  empresa  pela Internet.  Há também o  B2C, Business to Consumer, a  empresa  que  vende  diretamente  para  o consumidor.  O 2 da sigla é uma  brincadeira  fonética  com a  preposição  inglesa  to, para, que  é pronunciada quase igual a two, dois.  Como B2B é uma sigla fácil de  memorizar, a partir  dela  uma enxurrada de outras siglas surgiu na Web, como B4U, Business For You.
Backbone – Os fios e cabos que conduzem os dados dentro de um micro  e  para seus  periféricos. Backbone (o osso de trás) é a espinha dorsal de um sistema.
Backup –  Cópia de segurança. O idioma inglês está cheio dessas palavras que  são  a  mistura  de outras duas e resultam numa terceira com um sentido  totalmente  diferente.  Uma delas é  backup. Quando  juntas, back,  para  trás  e  up, para  cima, formam  uma  nova  palavra, que  tem  várias traduções: engatar a ré, apoiar, recuar, ajudar  e  até  cantar  (backup  vocal, aquele  corinho  de fundo).  Em informática, significa salvar uma  cópia do  trabalho, coisa que  quase  ninguém  faz, e quando lembra de fazer, a energia sempre acaba um segundo antes. 
Banco de Dados - V. Database
Banda Larga – Serviço  de  acesso  à  web,  em  altíssima  velocidade.  É  mais  ou  menos  como substituir um cano que transporta água por uma adutora:  num mesmo  intervalo  de  tempo, muito mais dados vão passar de um sistema para o outro.  As TVs a cabo funcionam com banda  larga, a broadband, o que permite que elas transmitam a programação de vários canais  ao  mesmo  tempo. A TV normal funciona com banda básica, a baseband, que só pode transmitir um canal por  vez.  A palavra larga se originou do latim larga, abundante e o inglês band se  originou  do  francês  bande, faixa ou cinta. 
Banner – Espaço em um site para a propaganda.  A palavra veio do francês  bannière, bandeira. O preço que se paga por um banner varia, pelo mesmo motivo que varia  o preço  de  um  outdoor  à beira de uma estrada: depende de quantas pessoas passam por ali diariamente. Os grandes portais têm uma tabela de preços para anúncios, que pode servir de base para qualquer site. No Brasil, um banner custa, por mês o equivalente a 20 dólares por 1000 acessos  diários.  Anunciar  num  portal ou site que tenha 1 milhão de acessos diários, custa 20.000 dólares por mês. V. pop up.
Bill Gates - William Henry Gates III, é famoso por ter fundado junto com Paul Allen  a  Microsoft, a  maior  e  mais  conhecida  empresa  de software do mundo.  Segundo a revista Forbes, é atualmente o homem mais rico do mundo. Nascido em 28 de outubro de 1955 numa família de posses - seu  pai  era  advogado  de  grandes  empresas  e  sua  mãe pertenceu a diretoria de vários bancos - Gates frequentou as melhores escolas particulares  de  Seattle, sua  cidade  natal.  Foi  admitido  na prestigiosa Universidade de Harvard, mas  abandonou  a  faculdade  de matemática antes de obter seu diploma.  Em Harvard ele  desenvolveu junto com Paul Allen um interpretador da linguagem BASIC para um dos primeiros computadores pessoais a ser lançado nos EUA - o Altair 8800. Após um modesto sucesso na comercialização deste produto, Gates e
Allen fundaram a Microsoft, uma  das  primeiras  empresas  no  mundo focada exclusivamente no mercado de programas  para  computadores pessoais ou PCs.  Gates adquiriu  ao  longo  dos  anos  uma  fama  de visionário (apostou no mercado  de  software  na  época  em  que  o
hardware era considerado muito mais valioso) e de negociador agressivo, chegando muitas vezes a ser acusado por concorrentes da Microsoft de utilizar práticas comerciais desleais.  Junto com sua mulher, Melinda, Gates fundou  uma   organização  filantrópica  que  tem  por  principais  objetivos promover a pesquisa sobre a AIDS e outras doenças que atigem os países do terceiro  mundo.  Em junho de 1999, Gates doou a quantia de US$ 5 bilhões para a fundação, até então a maior soma já doada por uma pessoa em vida.  No ano 2000, Gates promoveu Steve Ballmer, seu  amigo  de longa data, ao posto de presidente da Microsoft e publicamente  passou  a  ter  uma  participação menos ativa nos processos decisórios da empresa.
Fonte: Wikipédia (http://pt.wikipedia.org)
Bit – A menor medida de informação em um  sistema  de  computação.  É  um  semi-acrônimo  para Binary Digit, dígito  binário, expresso  convencionalmente como 0 ou 1 (zero, a energia é bloqueada – um, a energia  é  transferida).  Quando  se  lê  que  um  micro  é  32-bits, isso  significa  que  ele consegue processar 32 unidades de informação ao mesmo tempo e portanto, é mais rápido que  um 16-bits.  Oito bits compõe 1 byte, uma unidade completa de informação.  Os  bits  são  geralmente usados como uma medida de velocidade na  transmissão  de  dados  (um  modem  14400  transmite 14400 bits por segundo), enquanto os bytes são  associados à  capacidade de  armazenamento  de dados (um disco rígido com memória de 20 gigabytes). V. Byte.
Bookmark – Marcador de página.  No mundo analógico, é aquela tira de cartolina que enfiamos  no meio do livro para saber em que página paramos a leitura.  No mundo virtual, é a  coleção  de  sites preferidos pelo usuário (também chamados de Favoritos), que ele  deixa  marcados  num  canto  da tela, para poder acessá-los mais rapidamente na próxima vez. 
Boot – Iniciar. Em inglês é bota e o termo boot é uma espécie de brincadeira  com  uma  expressão – pull  up  by  the  bootstraps – que  equivale  ao  nosso  dar  uma  força.  Se  o  micro  não  está conseguindo auto-iniciar, ele nos manda uma mensagem pedindo  uma  forcinha.  Aí, para  ajudá-lo, bota nele, damos um boot. 
bps – Bits por segundo. É a medida mais usual para medir a capacidade de um modem.  Um modem 28800, por exemplo, consegue transferir 28800 bits por segundo.
Browser – Programa para abrir e exibir as páginas da web.  Os mais populares  são  o  Explorer  da Microsoft e o Navigator da Netscape.  A palavra vem do antigo  francês  broster, fazer  a  colheita, que é exatamente o que tentamos fazer na web: encontrar os sites que julgamos mais  apetitosos. 
Bug – Inseto ou besouro.  É o apelido que se  dá  a  uma  falha  no  sistema, quase  sempre  como conseqüência de um erro de programação. O apelido vem de uma simpática mariposa, que em  1945 resolveu das as  suas  revoadas  dentro  de  um  computador  Mark II, na  Universidade  Harvard  e travou todo o sistema.  Ao reportar o incidente, o mecânico escreveu no relatório  para  sua  chefe Grace Hopper: "Havia um bug no sistema".
Busca – V. Search.
Byte – Embora os termos bit (uma unidade de informação) e  byte (um conjunto de 8 bits) dêem  a impressao  de  ter nascido no mesmo dia, o bit é 7 anos mais velho que  o  byte.  Foi  a  IBM  quem inventou o nome byte, em 1956, mas não há registros sobre o inventor, nem sobre  sua  inspiracao. Há quem  diga  que  byte significa binary term e há quem diga que ele  é  uma  brincadeira  com  as palavras bit (pedacinho) e bite (morder). 
Cache – Lugarzinho na memória em que o sistema guarda os endereços  dos  sites  que  visitamos, sem a gente pedir. Não é à toa que a palavra vem do francês cacher, esconder.  A coisa  funciona mais ou menos como aquela agenda na qual anotamos endereços e  telefones:  na hora  em  que o browser procura algum endereço já armazenado, o acesso ao site fica  bem  mais  rápido.  Mas, de vez em quando, é bom fazer uma faxina, porque a quantidade de lixo acumulada  pode  começar  a consumir memória demais. A pronúncia é quéch, igual à da palavra cash. 
Case Sensitive – É com  letra  maiúscula  ou  com  letra  minúscula?  Se  um  endereço  for  case sensitive, o sistema não entende da mesma forma quando digitamos max.g  ou  Max.G.  Temos que acertar na mosca.  O Windows não é sensitivo, portanto ele não nos cria  problemas  se  digitamos em maiúsculas ou minúsculas.
CC – Com cópia para  alguém.  É  a  abreviatura  de  Carbon Copy, uma  herança  dos  tempos  da máquina de datilografia, quando se fazia cópias usando papel carbono.
CD  –  Compact  Disc.   Foi  a  invenção  que  apresentou  o  som  digital  ao  público  consumidor. Desenvolvido conjuntamente pela Sony japonesa e pela Philips holandesa, chegou  ao  mercado  no início da década de 80.  Como o CD é gravado digitalmente (ou  seja, sons são  transformados  em bits e bytes, enquanto nos discos de vinil o som era registrado mecanicamente), sua duração  está sujeita à capacidade de bytes que ele pode armazenar.  Ao definir o  tamanho  do  disquinho  (que poderia ser qualquer um), os japoneses usaram como base a Nona Sinfonia, para orquestra e  coral, composta em 1824 por Ludwig von Beethoven, que dura exatamente 72 minutos.  Isso  determinou
o tamanho padrão, 12 cm de diâmetro, numa homenagem digital ao eterno (e analógico) Ludwig. 
CD-ROM – O disquinho de mil e uma utilidades.  A sigla  é  de  Compact  Disc  Read  Only  Memory. Esse ROM, Memória Somente  para  Leitura,  significava  que  o  micro  estava  capacitado  apenas  a reproduzir o conteúdo do CD, o que já não é  mais  verdade:  os CD-Rs (de Recordable, gravável)  e os CD-RWs (de Rewritable, regravável) tornaram o termo ROM uma  contradição, embora o  nome tenha sido mantido.  Um CD-ROM  tem  uma  capacidade de  armazenagem  equivalente  à  de  700 disquetes comuns e nele é possível gravar qualquer coisa que  possa  ser  transformada  em  bytes, como sons, textos e figuras. 
Chat – Bate-papo.  Numa sala virtual  de  chat, os  usuários, em  tempo  real,  podem  botar  seus assuntos  em  dia, sem  compromisso – e  na  maioria  dos  casos  anonimamente – digitando  suas mensagens.  A linguagem dos chats originou abreviações para agilizar  a  conversa, como  PQ  (por que), VC (você), KD (cadê), o que torna incompreensíveis para  os  leigos  frases  como KD VC?  A palavra chat é uma abreviação do inglês chatter, algo como jogar conversa fora.
Chip – Microprocessador. É uma pecinha plana, de pouco mais de 1 centímetro quadrado, feito  de um metal semicondutor  de  eletricidade – normalmente  o  silício – sobre  o  qual  são  implantadas algumas dezenas de milhões de minúsculos transistores. O tamanho  do  chip  tem  variado  pouco, mas os transistores vêm diminuindo com o passar do tempo, e é por isso que os computadores vão se tornando cada vez mais poderosos. Os chips são depois montados numa placa maior – chamada de circuito impresso – que é aquele caminho-de-rato que a gente vê quando abre a CPU. Chip, em inglês, significa fatia ou pedaço, donde vem as populares batatinhas chips.
Ciberespaço – V. Cyberspace.
Cibernética – Uma ciência com inúmeras ramificações, sendo uma delas a  computação. Originalmente, há meio século, a cibernética era só o estudo dos meios biológicos de controle  e  comunicação, ou, em português, como a natureza fazia as suas artes sem desestabilizar o mundo.  Daí  a  ciência  se alastrou para os controles artificiais, a mãozinha do ser humano para  a natureza funcionar melhor – e depois para uma infinidade  de  campos.  Em computação a cibernética trata da comunicação entre sistemas e de  seus
mecanismos reguladores.  A palavra, inventada em 1948 pelo  matemático Norbert Wiener, no livro Cybernetics, vem do  grego  kubernetes, título do  marinheiro encarregado de manobrar o timão  do  navio.  Mas, espremendo toda essa historia, o que fica mesmo é a meia palavra Cyber, que  sozinha não quer dizer nada, mas se transformou em  um  prefixo  e  deu  origem a  vários  termos  familiares, como  cyberspace  e  Cyborg,  o  homem  de  6 milhões de dólares.
Clique – Clicar, embora não pareça, existe em português, é imitar aquele som de tlóc ao estalar  a língua contra o céu da boca.  Mas o sentido de apertar o  botão  do  mouse, vem  do  inglês  click, emprestado do francês clique, o barulhinho feito pelo mecanismo do relógio, o popular tic tac.
Compressão   –   Armazenamento  de  dados  em  espaços  mais  reduzidos.   Isso  se  consegue comprimindo os dados, de modo que a mesma informação use menos bits  para  ser  guardada, sem perder suas características. Como se faz isso?  Evitando repetições desnecessárias.  Por  exemplo, numa imagem  há  zilhões  de  microscópicos  pontos, os  pixels, com  cores  exatamente  iguais  e  cada pixel necessita de muitos bits para ser armazenado.  O  sistema  de  compressão  registra  as características do primeiro pixel e transforma todos os outros iguais a ele em  uma  simples  fórmula matemática, que precisa de muito menos bits. É como escrever uma longa frase de 500 letras e em vez de repeti-la várias vezes, transformá-la em apenas quatro  letras: idem.  Compressão  vem  do latim premere, apertar. 
Computador – Até 1945, "computadora" era qualquer maquina simples capaz de  fazer  as  quatro operações aritméticas. Isso porque o verbo original francês – computer – significava somar. Mesmo os primeiros computadores, por assim  dizer  modernos, eram  chamados  de  cérebros  eletrônicos, porque a palavra computação era  modesta  demais  para  exprimir  as  maravilhas  que  eles  eram capazes de fazer.  Foi só a partir da metade do século 20 que o nome computador pegou de vez e isso provavelmente se deve à fama mundial do  Eniac,  considerado  o  primeiro  computador.  Para divulgá-lo, a imprensa usou a palavra mais fácil  para  o  leitor  memorizar  e  que  ocupava  menos espaço, computer, deixando de lado a que talvez o definisse  melhor, integrador.  Já  os  franceses não gostaram de nenhum dos dois nomes, eles chamam o computador de ordenador. V. Eniac. 
Configuração – Ajuste, quando feito pelo próprio usuário.  Pode-se configurar uma tela e dar a ela mais ou menos definição; ou configurar um micro, para  que  ele  possa  alimentar  adequadamente uma impressora.  No caso do sistema, ele já vem pré-configurado pelo fabricante, mas muita  coisa pode ser  alterada, quase  sempre  através  da  opção  Ferramentas.  Em  latim, fingere, a raiz  de configurar significa amoldar. 
Conteúdo – Tudo que um site pode oferecer ao usuário em termos de informação ou  diversão.  Há dezenas de milhões de sites na internet.  O que levaria um usuário a acessar um deles por  diversas vezes?  A resposta, qualquer que seja, é o conteúdo. 
Control – A tecla Ctrl.  Não controla  nada, apenas  auxilia.  Mais  ou  menos  como  a  tecla  Shift (Fixa), que é usada quando queremos digitar uma letra maiúscula.  Cada  programa  define  funções específicas  para  a  tecla  Ctrl  (que  num  micro  da  Apple,  tem  a  figura  de  uma  maçãzinha). Curiosamente, control e controle  vêm  do  latim  contra, com  o  sentido  que  conhecemos, o  da discordância. Controlar quase sempre significa impedir alguém de fazer o que gostaria.
Cookie – Aceita um biscoitinho?  Alguns sites, quando acessados, plantam  na  memória  do  micro 
um arquivo com a terminação cookie.  A partir daí, aquele site pode rastrear as futuras  visitas  do usuário, mais ou menos como um grampinho telefônico.  Mas nem o  usuário  nem  o  micro  correm risco de vida por causa  disso.  Cookie  é  um  tipo  de  biscoito  doce  (vem  do  holandês  koekje, diminutivo de bolo) e é oferecido às  visitas  como  sinal  de  boas-vindas.  Essa  é  exatamente  a intenção do site...
Copyright – Direito autoral – Quando o símbolo © aparece, o produto  ou  serviço  está  protegido por alguma lei de patentes, o que na prática significa que  os  infratores ou  aproveitadores  serão processados. Mas isso todo mundo já sabe.  O  que  muita  gente  não  sabe  é  como  fazer  esse símbolo, o © e outros que não estão no teclado (como o ® ou o §) aparecer num documento  sem precisar procurá-lo em outros tipos de fontes.  No  Word, eles surgem  quando  usamos  as  teclas numéricas (as que ficam do lado direito do teclado)  combinadas com a tecla Alt.  Ao  pressionar  o Alt e digitar 0169 no  teclado  numérico, o © aparece.  Muitos  símbolos, inclusive  o  ©, estão  na opção "Inserir – Símbolo" no Menu do Word.
CPU – Unidade Central de  Processamento  (Central Processing Unit). A  parte  mais  importante  e cara de um computador.  Os primeiros computadores eram maiores que um trator  exatamente  por causa da CPU, cheio de válvulas enormes.  Com a invenção dos  microprocessadores, os  chips, as CPUs diminuíram tanto de tamanho que acabaram ficando menores que um monitor.  Uma CPU  tem duas partes: A unidade de controle que decodifica as instruções e executa as tarefas e a  unidade de aritmética lógica que faz as contas necessárias.
Crash – Pifou!  No meio do nada, o micro apaga, ou trava, deixando de  responder  aos  comandos. Pode ser uma falência total no  sistema  operacional,  ou  um  bug  de  proporções transatlânticas. Mas, no meio da desgraça, sempre surge uma boa notícia. E nesse caso, é que o usuário pode  até ficar angustiado, mas não precisa se sentir culpado, não há como ele  provocar  um  crash, é  puro azar mesmo. Crash é uma onomatopéia derivada de crush, esmagar. 
Criptografia – Escrita codificada.  Um dos maiores temores do freguês do  comércio  eletrônico  é informar o número de seu cartão de crédito, porque sabe-se lá quem pode descobri-lo e usá-lo  de maneira perversa.  Aí o site tranquiliza o usuário ao informá-la de que todos os dados confidenciais serão encrypted, isto é, transcritos em uma linguagem  que  nenhum  sapo de  fora  vai  entender. Kruptos é grego e significa esconder.
Ctrl Alt Del – Apertadas juntas, essas três teclas reiniciam um micro IBM  ou  compatível.  Quando todas as outras tentativas de consertar algum estrago  falharem, essa  ainda  é  uma  opção  mais recomendável do que desligar o micro.
Cursor – Num processador de texto, é aquela barrinha na vertical que fica  piscando  na  tela.  Ela indica onde a próxima ação irá acontecer.  No caso do mouse, é um símbolo (um l mais  crescidinho ou uma setinha) que fica viajando pela tela.  Cursor vem do latim cursus e originalmente se  referia ao mensageiro que ia correndo entregar recados urgentes. 
Cyberspace – O território não físico por onde os dados  são  transportados  de  um  sistema  para outro.  É um espaço virtual pelo qual circulam coisas  concretas, como  os  e-mails, mas  que  não pode ser percebido pelos cinco sentidos humanos.
Database – Banco de dados. É uma compilação de informações sobre algum  assunto, organizadas de uma maneira a que o sistema possa pinçar rapidamente uma delas. Pode ser por exemplo, o livro de receitas da vovó, um catálogo telefônico ou todas as  vendas  que  uma  empresa  fez  no  ano passado, dia  a  dia, cliente  por  cliente, produto  por  produto,  incluindo  preços,  condições  de pagamento, e horário da entrega.  E é aí que mora  o  perigo: como  o  tamanho  da  memória  dos computadores aumenta a cada dia, cresce também a tentação de criar um  database  monstruoso, porque ele dá aquela sensação de controle absoluto sobre a situação. Diz-se que nas corporações, a atual geração de dirigentes aprendeu a acumular dados.  E delegou  para  a  próxima  geração  o problema de decidir o que fazer com eles...
Default – Quando fazemos uma instalação por default, parece que estamos tomando uma  decisão, mas na verdade  estamos  sendo  omissos.  Ao  instalar  um  novo  programa, o  sistema  abre  um quadrinho em que indica um arquivo  e  nos  pergunta  se  temos  uma  sugestão  melhor.  Se  nos omitimos, então a instalação é feita onde o sistema havia sugerido. A palavra default é francesa  e significa falta. 
Delete – Apagar.  A palavra deletar não existe em  português, mas  há  um  traço  dela  em  nosso indelével, ou impossível de remover. Tanto delete quanto indelével vêm do latim  deletus, remover.
Demo –  Abreviatura  de  demonstração.  No  cinema,  isso  se  chama  trailer.  São  os  melhores momentos de um software, ou de um filme, recortados  e  montados, para  criar  no  usuário  e  no espectador a vontade de ver mais. 
Desktop – O nosso micro, ou a tela inicial do nosso  micro.  Livremente  traduzido, o  termo  inglês significa em cima da mesa.  Se olhássemos a nossa mesa do alto, como se estivéssemos  grudados no teto  da  sala, veríamos  papéis  e  pastas, arranjados  em  alguma  ordem.  A  tela  inicial  é  a reprodução dessa imagem: como em nossa  mesa, podemos  mover  as  pastas  de  um  lado  para outro, empilhá-las, colocar mais pastas ou simplesmente jogá-las no lixo.
Dial up – O  programinha  que  faz  um  micro  discar  um  número  de  telefone  e conseguir a conexão com o provedor.  O termo dial é uma herança dos  telefones antigos: o dial era aquele disco em que as pessoas tinham que  enfiar  o  dedo  no buraco e  girar no  sentido  horário (no Brasil era discar).  Mas  um  dial  pode  ter também qualquer outra forma, desde que  tenha um  mostrador  com  graduações. Os antigos locutores de rádio diziam: "PRZ 560, bem no cantinho do  seu  dial".  O pai de todos os dials foi o relógio de  sol, há 2000  anos.  A  palavra  dial  vem  do nome que os gregos davam a esse relógio solar: dies, dia. 
Digital – Uma tradução em dígitos do mundo analógico (que é como os nossos  sentidos  percebem o  mundo).  Quando  ouvimos  música  em  um  CD, ela  nos  parece  analógica,  porque  captamos  suas variações pelo nosso sentido da audição.  Mas no  CD  não  há  música, apenas  uma  enorme quantidade de zeros e uns (0 e 1), os bits.  Na verdade, nós não ouvimos um  som  digital.  O  que ouvimos é uma transcrição analógica dos códigos digitais, executada por nossa mente.  Digital vem do grego digitus, dedo, herança da mais  primitiva  das  formas  de  contar, usando  os  dedos  das mãos. A palavra ganhou sua conotação futurista depois que  os  dígitos – números e letras – foram transformados em bytes de computador. 
Diretório – Maneira como os arquivos de programas  são  organizados.  Quando  a  gente  vê  uma linha  como  C:\Arquivos de Programas\Fotos\Casamento\Lua-de-Mel, o  C:\  é  como  se  fosse  o quarto onde guardamos tudo o que não temos coragem  de  jogar  fora.  O  Arquivo  de  Programas seria o armário onde estão nossos livros e documentos, ou o  diretório  principal.  O  Fotos  seria  a gaveta onde conservamos nossos álbuns, ou subdiretório. O Casamento seria o álbum com as fotos do evento e o  Lua-de-Mel, as  páginas  específicas  desse  álbum, onde  estão  aquelas  fotos  de Cancún. O francês directoire – que originou directory e diretório – era uma lista de endereços, e  o termo veio do latim directorium, no sentido de orientação.  É por isso que  os  espanhóis  até  hoje chamam endereço de dirección. 
DNS– Sigla de  Domain Name Service.  É  o  tradutor  de  nomes  para  números  na  Internet.  Ao acessarmos um site, nós digitamos o nome dele  (www-qualquer-coisa.com), porque  palavras  são muito mais fáceis de memorizar do que números. Esse nome é o DN, ou Domain Name, ou  Nome do Proprietário do site.  Só  que  as  conexões  via  Internet  não  são  baseadas  em  nome, mas  em números, os IPs, Internet Protocol, que funcionam  da  mesma  maneira  que  um  imenso  catálogo telefônico: cada site tem seu próprio número.  Aí, o Serviço de DN, ou DNS, transforma o endereço no número do site.  É por isso que escrevemos o www-qualquer-coisa.com lá no alto da  página  e no pé dela aparece a mensagem "Conectando-se ao site 20580324126".
Download – Baixar um arquivo ou documento de outro  computador.  Load  em  inglês  é  carga  e down, para baixo, portanto, descarregar.  A palavra que a  gente  nunca  usa  no  Brasil, mas  que também existe, é upload, carregar.  É quando fazemos o caminho inverso, ao enviarmos um arquivo ou um documento para alguém descarregar do outro lado.
DVD – Sigla de Digital Video Disc.  É a utilização do CD, que era apenas sonoro, para a  reprodução de imagens digitalizadas.  Em um DVD cabem  4,7 gigabytes (quase 5 bilhões de bytes), suficientes para reproduzir um filme de 120 minutos. 
E-mail – Correio eletrônico ou electronic mail.  A palavra inglesa mail vem  do  francês  malle, mala, donde também veio o nosso malote.  O número anual de mensagens enviadas  por  e-mail  caminha para os 20 bilhões.  Um usuário médio manda três mensagens por dia.
Emoticon – Imagens emocionais.  Tradução da junção de emotion com  icon.  Na  correspondência eletrônica, essas emoções são expressas em forma gráfica, quando são usados sinais  e  letras  em vez de palavras e frases.  O mais conhecido de todos os emoticons é o sorriso :) , que  substitui  a expressão  escrita  Hehehe ou He, he, he... Eles  pegaram  porque  são  visualmente  atrativos  ou porque são mais rápidos de digitar. Alguns emoticons até que são bem criativos: 
\o/ = Viva!
(_)] = Um chope pra você!
Enquanto outros só são entendidos pelos que têm Ph.D. em emoticon:
{} = Abraço
:* = Beijo
@}- = Rosa
Ah, e  como  não  podia  deixar  de  ser, emotion  veio  do  latim  emovere, mover; transformou-se  depois no antigo francês émouvoir, demonstrar sentimentos e posteriormente no  francês  moderno emotion. E icon, ou ícone, é grego: eikon era qualquer imagem feita à semelhança do retratado.
Eniac – Computador eletrônico desenvolvido entre 1942 e 1946 na Universidade da Pensilvânia nos Estados Unidos por encomenda do Departamento de Defesa do  governo  americano.  Recebeu  tanta atenção por parte da imprensa, já que  foi  construído  durante  a  Segunda Guerra  Mundial e era considerado vital para a segurança nacional, que até hoje é chamado de  o  primeiro computador.  Na verdade, havia muitos  outros projetos paralelos em andamento na época, um deles era o Z1 do alemão Konrad Zuse, que funcionou a contento 5 anos antes do Eniac.  O problema  é  que  o  Z1  virou picadinho quando os aliados bombardearam Berlim. O Eniac pesava  mais que um navio e tinha o tamanho de um apê de classe média.
Estação de Trabalho - V. Workstation.
Ethernet – Rede de computadores pessoais. Foi desenvolvida na Xerox em 1976, por Bob Metcalfe  e David Boggs. O mais incrível é que a Ethernet surgiu junto com os primeiros microcomputadores, o Altair e o Apple – numa época em que ninguém imaginava  que  os  micros  pudessem  vir  a  ter  o  sucesso que tiveram, e a web ainda era só uma miragem. Os antigos gregos chamavam de aither o espaço inatingível, muito acima das nuvens, que é onde os cientistas da Xerox  deviam  estar  com as abençoadas cabecinhas quando delinearam a Ethernet, que ainda existe.
Exabyte  –  Tamanho  de  memória.  Corresponde  a  1 152 921 504 606 846 976  bytes,  ou  a  2 elevado à potência 60. Só para que não fique aquela impressão de infinito absoluto, um número  15 vezes maior que esse é a quantidade de moléculas existentes numa simples gota de  água  salgada.  O termo exa é uma variação do grego hexa, seis.
exe – Sinal de perigo. Essa é a terminação para os arquivos executáveis, aqueles que depois que a gente aciona, parecem adquirir vida própria e saem fazendo estripulias dentro de  nosso  micro.  Os  vírus  vêm  todos  com  essa  terminação, daí  abrir  qualquer  arquivo  que  tenha .exe  sem  estar absolutamente certo da origem é um risco danado. E certeza da origem não é só um e-mail de uma  pessoa conhecida, sem nenhuma mensagem além do  anexo  em .exe, porque  os  espalhadores  de vírus podem mandar um e-mail para qualquer um de nós, usando o  nome  do  nosso  melhor  amigo, sem o coitado saber de nada. 
Fapesp – O organismo brasileiro responsável  por  registros  de  sites (www.fapesp.com.br). Quem decide ter seu próprio site começa fazendo uma pesquisa na Fapesp para saber se o nome já  está registrado.  Se não estiver, há uma taxa anual para o registro do domínio.  Fapesp é  a  sigla  para Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo, um nome que parece não ter muito a ver com a internet. É que antes do surgimento da web, em 1990, os cientistas das universidades foram os primeiros no Brasil a se ligar à internet, então basicamente uma rede de contatos entre escolas. Como a Fapesp era o órgão do governo paulista que administrava a pesquisa acadêmica, na  época ela ficou responsável pela parte administrativa da internet.  Logo universidades de  outros  estados brasileiros começaram também a usar os serviços da Fapesp e quando a web apareceu, o  governo federal decidiu aproveitar a infra-estrutura já existente na Fapesp e delegou a ela a burocracia  do sistema. 
FAQ – Perguntas mais frequentes ou Frequently Asked Questions.  Todos os programas  (e  muitos sites) têm esse  dispositivo  para  responder  às  dúvidas  dos  usuários.  É  como  um  serviço  de atendimento ao consumidor, com a diferença de que o sistema já sabe as perguntas que queremos fazer.
Favoritos - V. Bookmark.
Ferramentas – Pequenos programas auxiliares, como um dicionário para  checar  a  ortografia, um classificador  alfanumérico,  ou  um  dispositivo  para  contar  quantos  caracteres  tem  um  texto. Tradução do inglês tool. A nossa palavra se originou diretamente do latim  ferramentum, porque  há 2000 anos o ferro era o metal mais usado na fabricação de instrumentos de trabalho.
Fibra Óptica – Fiação de vidro com o diâmetro de um fio de cabelo, que consegue  transportar, sem interferências eletro-magnéticas, uma quantidade  estupidamente grande de bits (exatamente 17 bilhões deles por segundo). Essa é uma das  muitas  pegadinhas do léxico português, que  só  otorrinolaringologista  conhece, que  é  a diferença entre ótico e óptico. Óptico com pê, diz respeito à visão.  Já  ótico  sem pê, se refere à audição. E a culpa é dos gregos, que tinham  duas  palavras  muito parecidas: optos, ver e otos, escutar. É por isso que tem  o  oto  no  otorrino: ele  trata do ouvido.  Em inglês, as duas palavras também existem: otic para o  que  se ouve e optic para o que se enxerga.  A fibra ótica em inglês, tem o nome  de  fiber optic wire, com pê, ou fio óptico de fibra. É claro que isso não vai  mudar  o  modo com os beija-flores batem as asas, mas tanto as lojas que vendem óculos quanto a fibra para transmissão de dados são, na verdade, ópticas.
File – Arquivo. Vem do francês  filer, enrolar  a  linha  no  novelo, de  onde, como  é  fácil  deduzir, surgiram nossas palavras fiar e fiação. E tudo isso brotou do latim filum, novelo. O sentido atual da palavra nasceu na França, no século 16 quando os burocratas viram alguma semelhança  entre  os depósitos onde eram armazenados os padronizados novelos de  linha  e  os  gabinetes  onde  eram classificados papéis e documentos.
Firewall– Sistema de segurança. É um programa implantado em sistemas que filtra os  visitantes  e barra aqueles que não preencham certos pré-requisitos, como o conhecimento de uma senha.
Fonte – Tipo de letra.  As duas mais comuns são a Arial e a  Times  New  Roman, mas  há  milhões delas, que podem ser descarregadas gratuitamente na web.  E porque as fontes  têm  esse  nome, assim, aquático?  Na verdade, não têm: o verbo francês  fondre, fundir, tem  o  particípio  passado fonte, fundido.  Nas primitivas máquinas impressoras de séculos atrás, a composição  do  texto  se fazia manualmente, com letras fundidas em chumbo.
Fórum – Uma sala virtual para debates.  A pessoa entra e dá seus palpites, democraticamente.  A palavra veio sem modificações do latim.  O fórum romano era o local onde os  políticos  se  reuniam para fazer politicagem, e o nome vem de fores, porta que dá para a rua. A diferença entre fórum e  newsgroup é que no fórum os assuntos vêm e  vão  e  no  newsgroup  eles  são  permanentes.  V. Newsgroups. 
Forward – Passar adiante. Em português sisudo, encaminhar. Forvardar não existe, mas se um  dia existir, saberemos que isso veio de forthweard, dirigir para a frente.
Fragmentação – Essa coisa é a responsável por aquela mensagem  que, de  quando  em  quando, aparece no correio eletrônico: "Há muito espaço desperdiçado em sua caixa de mensagens. Deseja compactar agora?" Na verdade, o que está fragmentado é o conteúdo do disco rígido. Ela funciona como uma gôndola de supermercado, cheia de prateleiras e divisórias. Os programas são instalados em suas respectivas seções e ficam ali, bem arrumadinhos.  Mas à medida que se colocam e  tiram coisas do disco rígido, a situação vai assumindo aquele aspecto  de  bagunça: espaços  vazios  ou parcialmente preenchidos. Aí é preciso desfragmentar, que é mais ou menos a mesma coisa que os promotores de vendas fazem nos supermercados: arrumar tudo de  novo, aproveitando  bem  cada pedacinho de espaço. Fragmento vem do latim fragmentum, caco de objeto quebrado.
Freeware – Qualquer software grátis. Tanto os que podem ser descarregados pela web quanto os CD-ROMs promocionais entregues junto com jornais ou revistas.  Free  é  uma  das  palavras  mais antigas do mundo, suas origens remontam ao indo-europeu, língua-mãe de quase todos  os  idiomas e manteve ao longo dos milênios o seu sentido original, de liberdade. 
Gadget – Brinquedos tecnológicos. A internet sem fio, o fone  de  ouvido, a  câmera  em  cima  do micro, tudo é gadget. Em inglês, a palavra tem o sentido de ferramenta auxiliar. E a palavra inglesa foi uma tentativa fonética de reproduzir o francês gâchette, peça de um mecanismo. 
Game – Jogo.  Game é uma palavra germânica com mais de 1000 anos e seu sentido sempre foi  o mesmo, diversão. Dela derivou o jogo de gamão, um dos mais antigos que se conhece.  Na era dos computadores, o primeiro videogame foi  o  Spacewar, que  três  colegas  do  Instituto Ingham, de Massachusetts, inventaram em 1962 para matar o tempo. 
GIF – Formato de arquivo para transferência de imagens.  Sigla para  Graphics Interchange Format, Formato Gráfico Intercambiável.  O GIF é muito usado na web, porque além de  mostrar  a  imagem estática, permite também uma animação curta.  O interchange da sigla significa  que  o  GIF  é  um padrão que pode ser lido por  qualquer sistema.  Mas, como  trabalha  com  apenas  256  cores, o formato GIF é mais usado para logotipos e ícones. Para fotos, o padrão preferido é o JPEG. V. JPEG.
Gigabyte – Vulgo giga, equivale a 1 073 741 824 bytes, ou o  número  2  elevado  à  potência  30. Uma página normal de um livro tem cerca de 3000 caracteres, logo um gigabyte seria equivalente a mais de 6000 livros com 500 páginas cada um. A palavra giga é grega e significa gigante.
Glossário – Uma lista, em ordem alfabética, de termos ou palavras  técnicas.  A  palavra  vem  do grego glossa, língua, mais a terminação latina arius, pertencente a  um  determinado  grupo.  Quer dizer, a diferença entre um glossário e um dicionário é que no glossário, a admissão das palavras é muito mais seletiva (no nosso caso, o universo digital). Já num  dicionário, entra  toda  e  qualquer palavra, independentemente do grupo a que pertença. 
Os termos relativos à  informática  e  ao  mundo  digital, são  em  sua  quase  totalidade,  ingleses.  Muitos  deles  foram  traduzidos  para  o português e outros mantiveram, mesmo no Brasil, a sua grafia original. Não  houve  na  elaboração  deste glossário,  uma  preocupação  em  ser  brasileiro  ou  americano.  De  maneira  aleatória,  alguns  termos aparecem em português, outros em inglês. E isso tem um motivo tanto histórico, quanto curioso: como os leitores notarão, cerca de 80% das palavras "americanas" aqui listadas, não  são de  origem  inglesa, elas  vieram exatamente como as nossas, do grego e  do  latim.  O  Império Romano emprestou milhares de palavras gregas  para  formar  o  latim.  Do latim derivaram várias línguas, entre elas o  português, o  espanhol e o  francês.  O  francês  foi  durante  séculos,  a  língua  das  cortes  européias e a Inglaterra chegou a  ser literalmente governada por reis franceses durante um bom tempo.  Por  isso  as  palavras  de  origem latina, que hoje são  parte  do  inglês,  foram quase todas importadas da França.
O Brasil, embora geograficamente distante, também integrava as cortes européias, tanto que  dom Pedro I, dom Pedro II e  a  princesa  Isabel  foram  casados  com  membros  da  nobreza  de  lá  e conversavam entre si em francês. No período da monarquia e no início do século 20, uma enxurrada de palavras francesas se incorporou ao nosso idioma.
Olhando-se para o vocabulário inglês contemporâneo, percebe-se que aquele ancestral idioma  dos tempos do rei Arthur e da Távola Redonda, anglo-saxônico e germânico, contribuiu com  a  minoria das palavras.  Embora às vezes não pareça, quando trazemos  para  o  português  uma  expressão "100% inglesa", como file directory, estamos na verdade importando duas palavras  francesas, filer 
e directoire, só que via  Estados Unidos.  Hoje, brasileiros, hispânicos, franceses  e  ingleses  usam basicamente o mesmo léxico.  O inglês people vem do latim populus, do qual nós  tiramos  povo, os franceses peuple, os espanhóis pueblo e os italianos popolo.  O que mudou com os séculos foi só a pronúncia das palavras e sua redação.
Google – O farejador mais popular  do  mundo, criado pelo americano Larry Page e o russo Sergey Brin
Sergey Brin (29 anos) natural de Moscou, destacou-se ao concluir o  curso  de  bacharel  em  Matemática  e Ciência da Computação na Universidade  de  Maryland em  College  Park.  Atualmente,  está  de  licença  do programa de Doutoramento em ciência da computação da  Universidade  de  Stanford, onde  concluiu  o  seu mestrado.  Brin é beneficiário de uma Comunidade  da Fundação Nacional de Ciência para Graduados. 
Foi  em  Stanford  que  ele  conheceu  Larry  Page  e 
trabalhou no projeto que viria a se tornar o Google.  Juntos, eles fundaram a empresa  Google  Inc., em 1998, e Brin continua a partilhar a responsabilidade de operações diárias com Larry Page.
Larry Page (30 anos) foi o Oficial Executivo Principal (CEO) fundador  da  Google, e  fez  crescer  a companhia para mais de 200 colaboradores e deu-lhe uma natureza lucrativa  antes  de  ocupar  o cargo de presidente, em Abril 2001. Continua neste momento a partilhar responsabilidades relativas às operações quotidianas da Google juntamente com  Sergey Brin.
Filho de Dr. Carl Victor Page, um professor de ciências informáticas da Universidade do  Estado  de Michigan, Page iniciou sua paixão por informática quando tinha apenas seis anos.  Enquanto seguia os passos de seu pai em termos acadêmicos, tornou-se um estudante  honorário  da  Universidade do estado rival, a Universidade de Michigan.  Aqui veio a  obter  um  bacharelato  de  ciências  em engenharia, com um forte foco em engenharia informática. Durante o tempo  que  permaneceu  em Ann Arbor, Page recebeu inúmeros  galardões  de  liderança  pelos  seus  esforços  no  sentido  de melhorar o Colégio de Engenharia; serviu como presidente da sociedade  honorária  de  "Eta Kappa Nu" da Universidade; e construiu um "plotter" programável e uma  impressora a  jacto  de  tinta  a partir de Lego's.
Page conheceu Sergey Brin enquanto estava a tirar o seu doutoramento em ciência  computacional na Universidade de Stanford.  Juntos desenvolveram o Google e puseram-no em funcionamento  em 1998.  Page despediu-se de Stanford depois de ter conseguido  tirar  o  doutoramento.  Depois  do desenvolvimento do  Google, tornou-se um  programador  de  software  na "Advanced Management Systems" em Washington D.C., e na "CogniTek" em Evanston, Illinois.
Hacker – Palavra inglesa cujo sentido original há um milênio era retalhar.  Hoje, designa um invasor de sistemas alheios.  Há uma sutil  diferença  entre  o  hacker – alguém que por  uma  curiosidade, resolve fazer uma brincadeira que acaba  escapando  ao  seu  controle – e  o  cracker, que  invade sistemas com o deliberado fim de anarquizar ou causar  prejuízos.  Xeretar  dados  alheios  é  coisa antiga e até romantizada em livros de espionagem.  E  o  termo  hacker  já  existia  bem  antes  do computador pessoal: na década de 50, os hackers de então invadiam rádios e faziam  transmissões piratas.  O primeiro hacker a ser processado  e  condenado  na  era  da  internet  foi  o  estudante americano Robert Morris Jr. que  em  1988  produziu  o  medonho  "Verme da Internet".  Já  o  mais famoso dos hackers conhecidos é Kevin Mitnick, que desde 1989 acumulou  25  processos  movidos contra ele pelo governo de Tio Sam, por bisbilhotar arquivos de órgãos federais.
Hardware - V. Software.
Help – Geralmente Ajuda, mas em alguns casos, Socorro!. Quase todos os programas disponibilizam parte do manual de instruções na própria tela. O tópico Ajuda, geralmente traz uma lista, em ordem alfabética, para o usuário ir procurando aquela explicação que vai resolver  seu  problema.  Um  dos inconvenientes da maioria  dos  sistemas  de  ajuda  é  que  eles  não  contêm  apenas  uma  única informação: exatamente aquela que você quer. Para alegria de muitos usuários do sistema Windows (e tristeza de outros), o clipezinho intrometido que surge de repente na tela para dar  um  help  vai desaparecer nas versões posteriores ao Windows 2000. 
Hipertexto – A linguagem da web, que permite a movimentação de  textos, sons e figuras de um micro para outro.  Foi  desenvolvida – e  doada  gratuitamente  à  humanidade – pelo  britânico  Tim Berners-Lee, em  1990.  Nós  reconhecemos  o hipertexto  por  duas  abreviações: o HTML  (Hypertext Markup Language, usado pelos  programadores  para  criar  as  páginas)  e  o  HTTP  (Hypertext  Transfer Protocol, que permite o acesso dos  usuários  a  elas.)  A  palavra  hipertexto  foi  inventada em 1965 pelo engenheiro Ted Nelson, num estudo teórico sobre escrita não seqüencial, a transferência de textos entre dois sistemas, não na base de um sinal gráfico de  cada  vez,  como  fazia  o  telégrafo, mas  de  blocos  inteiros. A palavra combina o grego huper, muito além e o latim textus, tecido ponto a ponto. V. Web.
Hit - V. Visitante.
Home – Início.  Embora a palavra inglesa home seja mais conhecida no  seu  sentido  de  lar, lugar onde a gente mora, ela tem  um  segundo  significado, menos  usado: o  de  retorno  à  base.  Por exemplo, o de um pombo-correio, após entregar a mensagem.  Ou, para quem gosta de beisebol, o home run, quando o rebatedor dá uma volta completa no campo até  chegar  à  base  inicial.  Esse segundo sentido é a razão pela qual, na web, se traduz home page, como  página  inicial, e  é  por isso que a tecla Home do computador nos conduz ao início de um trabalho ou parágrafo, assim com a tecla End nos leva ao fim dele.  A palavra inglesa home, é uma modernização do  arcaico  ham  e essa é a razão para a existência de tantas cidades inglesas que terminam em ham: Buckingham por exemplo, é o lar dos Bucking, embora ninguém saiba para onde foram  os  Bucking, porque  lá, hoje, mora a família real inglesa, os Windsor.
Host - V. Servidor.
HTTP – Protocolo de transferência de textos, ou Hypertext Transfer Protocol.  Na rede, é o  idioma dos browsers.  Por isso, a sigla HTTP aparece antes de WWW nos endereços, para o sistema  ficar sabendo que língua é aquela. V. Hipertexto. 
ICQ – A maior comunidade mundial de bate-papo.  Parece uma sigla, mas é  apenas  um  trocadilho fonético, ICQ pronuncia-se igualzinho  a   I Seek You, Estou Procurando Você.  A  razão  de  tanto sucesso: O software da empresa israelense Mirabilis pode ser descarregado e usado gratuitamente. E, além disso, é simples, o usuário faz sua  lista  de  contatos  com  outras  pessoas  que  também tenham ICQ e quando se conecta, o programa informa quais deles estão  online  naquele  momento. Em 2001, o ICQ ultrapassou a marca de 100 milhões de cadastros.
Inch – Polegada. A palavra inch vem do latim uncia, a décima segunda parte, porque a polegada corresponde a 1/12 de um pé (foot) e o foot equivalia a 30,48 cm, porque no ano 800 d.C. era o tamanho do pé do rei dos francos, Charlemagne, portanto, sua majestade devia calçar  sapatos  45.  Quando  Charlemagne  foi  nomeado  imperador romano pelo papa Leão III, a medida do seu  pé – chamada le pied du roi – tornou-se oficial. Já a nossa palavra polegada vem do latim pollex, polegar.  Ao perceber que  o inch tinha o comprimento da segunda falange do dedo polegar, os romanos  passaram a chamá-la de pullicata.
Input – Alimentar o sistema com dados.  No Brasil, existe a expressão bota-fora.  Traduzida ao pé da letra para o inglês, seria output. Já input é exatamente o contrário: bota-dentro.
Inteligência Artificial  –  Ramo  da  cibernética  que  se  dedica  a  desenvolver  computadores com a capacidade de raciocinar por conta própria.  A sigla AI, para  Artificial Intelligence, foi criada em 1955, por John McCarthy, em contrapartida  à imagem de burro que o computador tinha (e tem) porque não pensa, só obedece 
a comandos.  Até hoje, nenhum projeto de  AI  funcionou na prática.  Segundo o cientista Douglas Lenat, que na década de 80 coordenou  um  ambicioso  e  caro  projeto chamado CYC, isso se deve a uma  característica  dos  humanos  que  os computadores jamais terão, a ambigüidade.  Em  situações  iguais, dois  humanos podem tomar decisões  radicalmente  diferentes. A própria palavra artificial talvez explique por quê: ela vem do latim  artis+facere, fazer  arte  e  os computadores, ao contrário dos humanos, não são arteiros...
Interagir– Influir no resultado.  Num aparelho de  tevê,  ou  num  CD  player,  não  há  interação, simplesmente assiste-se a  algo  ou  ouve-se  algo  já  predeterminado  e  imutável.  Num  sistema interativo, o usuário pode cortar, acrescentar, mixar, apagar e criar um novo  produto, diferente  e único. A palavra latina inter+agere significa fazer junto.
Interface – Uma superfície entre dois espaços.  Por exemplo, a tela do  micro, que  é  a  interface entre o usuário e o sistema. Ou um ícone na tela, que é a interface entre o usuário e um programa.
Internauta – Pessoa que navega na internet. O nauta foi emprestado de kosmonavt, cosmonauta, nome com que os russos batizaram os primeiros homens a ir para o espaço, na  década  de  50.  O navt russo vem do grego nautes, marinheiro.
Internet – Rede de computadores  por  meio  da  qual  qualquer  comunidade, desde  especialistas em física quântica até interessados  em  fotos  de  mulher  pelada,  pode  se  comunicar  e  trocar informações.  O inter já vem de interligada e o net de network, malha de  comunicação.  Quando a internet começou a ser definida em 1958, nada indicava que ela poderia vir a ser o que é hoje.  Na época, ela se chamava Arpanet, era uma instituição militar associada a cientistas de  universidades e havia sido criada com a finalidade de proteger os Estados Unidos da  ameaça  comunista.  E isso seria feito quebrando documentos confidenciais em pequenas partes  e  espalhando-as  por  vários computadores ao longo do território dos Estados Unidos, de modo a que  os  comunistas  poderiam até achar algumas árvores, mas jamais conseguiriam visualizar a floresta.
Intranet – Uma rede fechada, que funciona interligando os computadores de uma mesma empresa, no mesmo prédio, ou de uma corporação, nos escritórios de diversos países, ou de uma associação de pessoas unidas por algum  objetivo  específico.  A  diferença  é  que  a  intranet  não  pode, ao contrário da internet, ser acessada por alguém que não seja da turma.  Intra  é  um  prefixo  latino que quer dizer dentro.
IP - Protocolo da internet ou Internet Protocol. É o código numérico para cada endereço existente na web. V. DNS.
IPO – O aipiô é a sigla para Initial Purchasing Offer, Oferta Inicial de Ações.  É o sonho máximo  de quem abre um site ou um portal: ir ao pregão da Bolsa de Valores de Nova York e tornar a empresa pública, por  meio  da  oferta  de  ações  aos  investidores.  O  sistema  é  simples,  o  proprietário estabelece um valor para cada cota da empresa e depois o mercado se encarrega de determinar o preço  correto.  Nos  anos  pirotécnicos  da  internet, de  1997  a  2000,  esse  preço  correto  se multiplicava como coelho em cativeiro.  Empresas  passavam  a  valer  várias  vezes  o  seu  preço original em poucas semanas, criando milionários digitais instantâneos.
Java – Linguagem de programação desenvolvida pela Sun Microsystems. Por sua facilidade de uso e a possibilidade  de  rodar, sem  necessidade  de  mudanças  em  outros  sistemas operacionais, a linguagem Java tornou-se uma das preferidas pelos programadores da web. A palavra java, é uma gíria para café, daí a xicrinha que aparece no logotipo.
JPEG – Ou JPG.  Formato para compressão de arquivos de imagens coloridas.  A  sigla  é  de  Joint Photografic Experts Group, o Grupo da Associação dos Entendidos em Fotografia.  Embora  o  JPEG consiga realmente reduzir o tamanho de um arquivo até 18 vezes, uma parte da definição se perde no processo.  Mesmo assim, é um dos formatos de compressão mais usados, porque para os  leigos, a diferença não é tão claramente percebida.  Fotografia significa  escrever  com  luz.  As  palavras photos e graphos são gregas, mas o termo fotografia, evidentemente, não  é.  Ele  foi  criado  pelo astrônomo John Herschel, em 1839. 
Junk Mail – Refugo. Mensagens, na maioria das vezes indesejadas e inúteis, que chegam às dúzias pelo correio eletrônico. Também são conhecidas como spam.  Nos Estados Unidos há um lanche de presunto moído, carregado de pimenta e outros  condimentos, chamado, exatamente, spam (sp de spicy, condimentado e am de ham, presunto). Só se digere em caso de extrema necessidade como 
o nosso famigerado churrasco-de-gato. 
Key – Tecla.  Na década de 70, os  proprietários  dos  recém-lançados  microcomputadores  viviam cheios de dúvidas.  Uma das queixas  mais  comuns  dizia  respeito  à  mensagem  "Press Any Key", Aperte Qualquer  Tecla, que  aparecia  na  tela.  Os  neófitos  ligavam  para  reclamar  do  erro  do fabricante, porque no teclado não havia nenhuma tecla chamada Any.  A palavrinha inglesa  key  é multiuso, além de tecla, significa também chave e nota musical. 
Keyboard – Teclado. Mesa de trabalho ou superfície, na qual estão instalados os  comandos  pelos quais se opera um sistema. Pode ser o teclado do computador ou de um piano.
Kilobyte – Tamanho de memória. Corresponde a 1024 bytes ou 2 elevado à potência 10. A palavra quilo vem do grego khilioi, que significa mil. 
Linguagem– Instruções dadas ao computador.  Existem várias alternativas que os programadores podem escolher e elas se dividem em duas categorias: as linguagens de alto nível e  as  linguagens de baixo nível.  Exatamente ao contrário do que possa parecer, as linguagens  de  baixo  nível  são extremamente sofisticadas e dificílimas de aprender.  Mal comparando, elas  seriam  o  mesmo  que tentar discutir combustão de motores com o engenheiro projetista de um  automóvel, enquanto  as linguagens de alto nível são o modo como  conversaríamos  com  o  mecânico  sobre  um  ruído  no painel, algo bem mais próximo do nosso linguajar normal. V. Programa e Software. 
Link – Elo, ligação, conexão.  Na web é um endereço  que  aparece  sublinhado,  ou  em  uma  cor diferente da cor do resto do texto e que permite a conexão com um outro site a um simples  clique do mouse. A palavra teve origem no antigo germânico lenkhake, gancho. 
Linux – Linguagem de programação. Considerada uma espécie de Xanadu por  quem  a conhece bem, foi desenvolvida pelo finlandês Linus Torwalds em 1991. Baseada na linguagem Unix, o Linux funciona em qualquer sistema operacional, é gratuito, flexível e mais um  monte  de  coisas.  Quem  quiser  pode  acompanhar  a  historia  de  seu desenvolvimento passo a passo, por meio da reprodução de documentos da época e comentários do autor, no  site  www-li.org/linuxhistory.php  do  próprio Torwalds.  V. Unix
Log on –  Reconhecimento.  Alguns  programas  e equipamentos, antes de autorizar o acesso do usuário, precisam se certificar  de que ele é ele mesmo. Aí entram as passwords e outros códigos de identificação. Nos filmes de ficção cientifica, essa identificação é feita pelas impressões digitais (segundo o FBI, há uma chance em 64 milhões de duas pessoas terem impressões  digitais  idênticas) ou pela íris do olho. Log e log in são a mesma coisa que log on. 
Mailing List – Quem recebe pelo correio normal, um monte de folhetos de ofertas, já  deve  ter  se perguntado: onde essa gente conseguiu o meu endereço?  Ele foi fornecido por alguma empresa na qual a pessoa algum dia se cadastrou, um  banco, uma  seguradora, uma  corretora, um  jornal).  A versão eletrônica do mailing list é bem mais  simples, porque  só  precisa  do  endereço  na  web  e elimina o correio normal.  Por  meio  de  um  dispositivo  simples  no  sistema  de  e-mail, a  mesma mensagem pode ser enviada, com um simples Send, para milhões de pessoas no mundo inteiro. 
Mega byte – Tamanho de memória. Corresponde a 1 048 576 bytes, ou 2 elevado à potência 20. O termo mega teve origem no grego megas, grande. 
Megahertz – É a medida para a velocidade de processamento de um  computador.  Um  megahertz equivale a 1 milhão de ciclos por segundo e em termos científicos, serve para medir qualquer  coisa que oscile a intervalos regulares, como as ondas de rádio, ou um bip contínuo enviado por um  alien da galáxia Zmorf.  Quem tem por exemplo, um daqueles relógios  de  parede  antigos, com  pêndulo, notará que o pêndulo faz um  vai-e-vem  a  cada  2  segundos.  O relógio, portanto, oscila  a  uma velocidade de 0,5 hertz (dois segundos divididos por quatro movimentos), ou 0,0000005 megahertz. Os computadores funcionam a mais de 200 milhões de ciclos por segundo, ou 200 megahertz.
Memória – A capacidade do computador para processar  e  armazenar  dados.  Há  dois  tipos  de memória, a ROM e a RAM. A ROM, Read Only Memory, Memória  Somente  Para  Leitura, ocupa  um espaço pequeno e faz o micro funcionar ao  ser  ligado, ou  lê  dados  contidos  num  disquete  ou CD-ROM.  Já a RAM, Random Access Memory, Memória de Acesso Randômico, é  a  que  realmente trabalha quando um micro está  em  operação.  Ela  faz  todos  os  cálculos  e  executa  todas  as instruções. Quanto mais memória RAM um micro tiver, mais rápido ele será. Randômico, palavra que significa ao acaso, vem do francês randir, galopar sem destino.  No contexto de um micro, significa que a memória RAM não é uma serie de instruções escritas e predeterminadas, o que vier ela traça. E, assim que o micro  é  desligado, nada  fica  armazenado  na  memória  RAM, ela  é  apenas  uma executora de tarefas. Memória vem do latim memor, pensante.
Menu – Lista de opções possíveis, como num cardápio  de  restaurante.  A  palavra  vem  do  latim minutus, no sentido de resumo.  Daí derivaram também mini e minuta, aquela  agenda  resumida  de uma reunião.  Por que então, já que tantos termos aplicados à informática foram traduzidos para  o português, menu não virou cardápio? Porque cardápio foi uma palavra inventada no Brasil, no fim do século 19, e tem só um sentido, bem específico, lista de comida (do latim charta, relação  e  dapis, alimento). Já o francês menu é mais abrangente, pode ser uma lista de qualquer coisa.
Microcomputador – Um computador que funciona  com  um  microprocessador  e  foi  daí  que  se originou o nome micro.
Microsoft – A primeira empresa a perceber que o futuro da computação  não estava nas máquinas, o hardware que muitas empresas poderiam produzir mas nos programas, o software, que seriam  propriedade  exclusiva  do fabricante. Fundada em 1975 por Bill Gates e Paul Allen, ambos na época com  menos  de 20 anos de idade, no início a Microsoft tinha um  hífen  no  nome, Micro-Soft, que logo foi eliminado.  Na década de 90, a Microsoft quase  perde  o  bonde da história, quando  ignorou  o  potencial  da  internet.  Mas, apesar  de  seu tamanho,  reagiu  rápido  e  segundo  seus  concorrentes,  pesado  demais... Isso rendeu à Microsoft uma série  de  processos  (por  concorrência  desleal  e formação de  monopólio  e  investigações) pelo  Departamento  de  Justiça americano. Apesar  de  tudo  isso, ela  entrou  no  século  21  como  a  mais influente empresa do setor de computação.
Modem – Modulador e demodulador, ou codificador e decodificador. Aparelho usado para transmitir e receber  dados, através  de  linha  telefônica  ou  cabo  de  fibra  óptica.  O  modem  modula  as mensagens emitidas na  linguagem  do  computador, transformando-as  em  sinais  que  podem  ser transportados por um sistema  de  telecomunicação.  Na  chegada, outro  modem  demodula  esses sinais, fazendo-os retornar à forma original, que pode ser entendida pelo computador que a recebe. O primeiro modem recebeu o nome de Dataphone e foi desenvolvido pela empresa americana  AT&T, em 1960. Esse modem original não tinha nada a ver com computadores, foi ele  quem  viabilizou  as transmissões via fax. 
Mosaic – O primeiro browser comercial, criado por  Marc Andreessen, colocado  no mercado em fevereiro de 1993 e sempre  distribuído  gratuitamente.  Aos  22  anos de  idade, Andreessen  tornou-se  vice-presidente  da  Netscape, a  empresa  que desenvolveu o Navigator, o browser que dominou o mercado até a Microsoft lançar o Explorer.  O nome  mosaico  vem  do  grego  mouseion,  museu.  Na  antiguidade, museus não tinham o sentido genérico  que  têm  hoje, eram  templos  construídos para homenagear as musas, as dondocas da mitologia.  Mosaico era o  nome  dado às paredes desses templos, decoradas com pequenas pedras coloridas. 
Mouse – Camundongo. O aparelhinho que  permite abrir programas e páginas em um  computador  por meio  de  um  simples  clique.  Foi  inventado  pelo engenheiro e técnico em radares Douglas Engelbart em  1963,  quando  trabalhava  no  SRI, Standford Research Institute. Engelbart chamou sua invenção de Indicador de Posição XY, mas ao  perceber  que ninguém conseguiria memorizar esse nome  técnico, apelidou-o de mouse, pela sua semelhança com um ratinho.  O  SRI  patenteou  o  mouse, ganhou  um caminhão de dinheiro e deu a Engelbart um  prêmio  de  consolação  de  10 000 dólares...  O  plural  de mouse é mice.
Mouse Pad – A superfície plástica sobre a qual o mouse desliza.  O mouse se tornou  uma  pecinha inseparável do computador a partir de 1984, quando a Apple lançou o Macintosh, mas o mouse pad não fazia parte dos acessórios do velho Mac.  A Apple  simplesmente  recomendava  que  o  mouse corresse sobre uma superfície lisa e sem  poeira.  O  primeiro  mouse  pad, uma  idéia  simples  mas brilhante, surgiu em 1985.  Ela era e é até hoje, composto de duas camadas: a superior na  qual  o mouse se apoia é feita de polipropileno microgranulado e a inferior é  constituída  por  uma  espuma microcelular, que permite sua aderência à mesa onde está apoiado. Os primeiros mouse pads  eram espartanos, com cores sóbrias e sem nenhuma ilustração. Mas, em pouquíssimo tempo as empresas descobriram que ele poderia se tornar uma forma nova e poderosa de mídia, porque ficava horas  a fio à vista do usuário (e potencial consumidor).
MP3 – Formato de arquivo comprimido especialmente para  música.  Foi  uma  criação  de Leonardo Chariglione, estudante do Instituto Alemão de Franhofer, em 1988.  Até então, descarregar música num computador requeria uma enorme quantidade de memória (650  megabytres  para  1  hora  de som).A forma compactada que Chariglione desenvolveu, permitia uma redução de 92% na  memória necessária. O novo formato foi submetido ao Grupo  de  Especialistas  de  Cinema  (Motion  Picture Expert Group). O MPEG é um organismo filiado ao  ISO, aquele  instituto  mundial  de  padronização,
do qual a gente começou a ouvir falar  quando  as  empresas  brasileiras passaram a adotar o sistema ISO 9000 de qualidade.  O MPEG foi  criado com a finalidade de definir e regular  os  padrões  de  reprodução  digital  de vídeo e áudio, chamados de MP.  O MP3 é um padrão de áudio e pode ser ouvido em um aparelho tão compacto e versátil quanto um CD player, mas os experts não previram o terremoto  que  o  MP3  iria  causar  e  o  epicentro ocorreria em 1999, quando o Napster apareceu. V. Napster.
Nanossegundo – Medida de tempo equivalente a um bilionésimo de segundo ou a base 10 elevada 
à potência –9. O nanossegundo é um espaço de tempo tão insignificante para os padrões humanos que é quase impossível imaginar quanto ele dura. Mas para a computação capaz de realizar milhões de tarefas por segundo, ele é uma medida normal.  Como é mesmo que se eleva um número  a  uma potência negativa? Dividindo uma unidade pela base tantas vezes quanto for o número expresso na potência. O número  10  elevado  ao  expoente –9  é  igual  a  1:10x10x10x10x10x10x10x10x10, ou 0,000000001 de segundo (mas para o micro, isso deve ser realmente  uma  eternidade). Nano  vem  do grego nanus, anão, que originou também o termo nanico.  Já a palavra segundo foi  retirada  da expressão latina pars minuta secunda, a segunda parte do minuto.  O minuto  em  si  veio  de  pars minuta prima, a primeira parte do minuto. 
Napster – Em  1999, Shawn  Fanning, um  estudante  americano  de  19  anos, criou  o  programa Napster para a troca de arquivos de música em formato MP3.  O nome, segundo o  próprio  Shawn, veio de seu apelido de infância, nap, soneca.  Napster significa um membro  da  turma  do  soneca. Mas o que fez a fama do Napster não foi o nome duvidoso e sim a facilidade com que ele permitia o intercâmbio grátis de músicas entre seus usuários que alvoroçou a industria fotográfica. As vendas de CDs e os direitos autorais começaram a ir direto para o ralo.  Em 2001, depois de dois  anos  de batalhas judiciais, o Napster foi obrigado a filtrar os arquivos trocados, um eufemismo para  impedir 
a troca. V. MP3 
Nasdaq – Sigla para National Association of Security Dealers Automated  Quotation.  A  Nasdaq  é uma bolsa de valores independente, onde são negociadas ações de empresas  de  tecnologia  e  de internet.  Apesar de sua notoriedade no período 1997/2000, quando houve o  boom  das  ações  de empresas ligadas à internet, que até gerou o termo nova  economia, a  Nasdaq  é  bem  antiguinha, iniciou suas atividades em fevereiro de 1971.  As subidas e descidas malucas  da  Nasdaq  ocorrem pelo mesmo motivo que faz a Bolsa de São Paulo oscilar tanto, poucas empresas são  responsáveis pela maioria da  movimentação, se  duas  ou  três  delas  disparam  ou  despencam, elas  arrastam consigo o índice, diferentemente  do  índice  Dow Jones, da  Bolsa de Nova York, no  qual  há  mais equilíbrio entre as empresas. 
Navegar – Percorrer as páginas da web.  O  termo  se  popularizou  por  influência  do browser Navigator, da Netscape e caiu no gosto do  jovem  brasileiro, que  apelou  até para a literatura clássica na hora de explicar aos pais  por que  passava  tantas  horas, aparentemente inúteis, zanzando para lá e para cá  na  web: "Navegar é preciso, viver não é preciso". A frase era o lema da Escola de Sagres, de onde, há  500  anos, saíram as naus descobridoras portuguesas, e tem sido o bordão dos  marujos  desde  os  mais remotos tempos da navegação marítima. Em latim, navigare necesse est. 
Nerd – Sujeito meio desligado, fanático por computadores. A palavra foi inventada por um escritor americano de livros  infantis, o  Dr. Seuss (Theodore Seuss Geisel), em sua obra de 1950, If I Ran to the Zoo, Se  eu  fosse  ao  zoológico.  Nela, o Dr. Seuss descreve um nerd como sendo um humanóide alto, magro  e  vesgo, imagem imediatamente (e pejorativamente) associada  aos  garotos  de  óculos, cheios  de espinhas e normalmente calados que se dedicavam  anormalmente  aos  estudos e  esqueciam do resto. A vingança dos  nerds  veio  quando  um  deles, Bill Gates, se  tornou o homem mais rico do mundo...
Newsgroups – Grupos de noticias.  São fóruns  de  debates  na  web, nos  quais  os  cadastrados escrevem e lêem mensagens sobre um determinado assunto.  Normalmente sem o  charme  de  uma página multicolorida, os newsgroups vão direto ao ponto: um participante faz uma  pergunta, quem tem a informação dá a resposta, quem não concorda com a resposta contesta e assim  por  diante. Há newsgroups para qualquer assunto que se possa  imaginar, desde a  criação  de  jacarés  até  a possibilidade de vida inteligente numa nebulosa a pirilhões de anos-luz da Terra.  Quem  inventou  a moda foi um grupo  chamado  SF-Lovers, Apreciadores  da  Ficção  Científica  em  1979, quando  a internet ainda era uma comunidade acadêmica.  A palavra  grupo  é  de  origem  germânica, kruppa, aglomeração. V. Fórum.
Newsletter – Serviço extra prestado por um site.  Os usuários recebem, quase sempre por  e-mail, um resumo atualizado de noticias de seu interesse. Ou então a newsletter faz parte do próprio site 
e é (ou deveria ser, como seu nome sugere) uma carta de novidades.
Offline – Fora do ar. A palavra tem dois sentidos ou o usuário prefere trabalhar fora do ar (ou seja, redigir as suas mensagens sem se conectar ao provedor) ou o provedor pode ficar  fora  do  ar  por algum problema técnico ( e nesse caso, ele jamais confessa isso, mas  fica  atazanando  o  usuário com mensagens do tipo "Confira a sua senha e tente novamente".
Page View - V. Visitante.
Palmtop -  Um computador que cabe na palma da mão.  O nome palm serve para  diferenciá-lo  de laptop (que cabe no colo) e de desktop (em cima da mesa). Também conhecido por handheld, para levar na mão, o palmtop tem menor capacidade de memória, porque foi desenvolvido para trabalhos específicos, equipes de vendas, por exemplo, o utilizam para emitir pedidos e acessar os  dados  do cliente. O palmtop não tem teclado nem mouse, uma caneta especial os substitui. 
Password – Senha.  É o código alfanumérico que  nos  garante  que  ninguém  vai  acessar  nosso computador ou xeretar nossos arquivos.  O problema é que na hora de inventar  uma  senha, muita gente dá preferência a algo fácil de memorizar, iniciais  do  nome, data  do  aniversário  ou  cidade onde nasceu.  E se é fácil para o usuário, é fácil também para alguém mal intencionado.  A palavra password,  passa-palavra, deriva  de  passport,  ou  passa-porto,  que  era  a  maneira  como  se controlava o fluxo de entrada de  estrangeiros  num  país,  quando  o  único  meio  pelo  qual  eles chegavam era o navio. A nossa palavra conservou quase inalterada  a  grafia  francesa, passeport. Já senha, vem do latim signum, sinal.  Os primeiros cristãos se identificavam pelos  sinais  secretos que só eles entendiam, porque se fossem apanhados, iriam ter  que  encarar  os  leões  no  Coliseu romano. 
Pentium – Um caso raro de componente que virou sinônimo do produto do qual faz parte: Eu tenho um Pentium, substitui Eu tenho um microcomputador.  Fabricado pela Intel, o  microprocessador  da linha Pentium apareceu no mercado em 1993 e recebeu esse nome, derivado do grego penta, cinco, porque a idéia original da Intel era identificar sua linha de microprocessadores com números de três dígitos, sempre começando com um 5 (o primeiro seria o Pentium 586). O primeiro Pentium tinha 3,3 milhões de transistores. O Pentium 4, lançado sete anos depois tinha quase 15 vezes mais. Além do progresso técnico, a Intel introduziu uma novidade no Pentium 4, os algarismos romanos (como nos Pentium II e III) foram abandonados. Na progressão geométrica com que os microprocessadores se desenvolvem, daqui a algum tempo vai ser meio difícil lembrar  de  um  nome  como  Pentium LXVIII, portanto, faz sentido.
Periférico – Qualquer aparelho que pode  ser  conectado  à  CPU  de  um  micro, como  monitores, impressoras, CD-ROMs  externos,  câmeras  digitais,  tudo  é  periférico.  Antes  do  micro,  nós  já conhecíamos a palavra periferia, a parte da cidade mais afastada  do  centro.  Os  periféricos e  a periferia vieram do grego periphereia, o perímetro de um circulo. 
Petabyte – Tamanho de memória.  Corresponde a  1 125 899 906 842 624 bytes, ou 2  elevado  à potência 50.  Não é para ninguém ficar preocupado, mas esse  é  também  o  número  de  formigas existentes na face da Terra. Há mais de 150 000 delas para cada ser humano. O termo peta é uma variação do grego penta, cinco. 
Pirata – Programa não autenticado pelo  fabricante.  Custa mais  barato,  porque  está  isento  de impostos e outros custos.  Não há estimativas confiáveis sobre o volume de  dinheiro  que  rola  na pirataria, mas os grandes fabricantes insistem que ele é igual, se não for maior, que o  do  mercado legal. A palavra vem do grego peiran, atacar. 
Plugar – Ligar na tomada.  O termo plugado é usado em  substituição  ao  inglês  online, quando  o usuário está conectado via modem.  A palavra plugue existe em português, é o nome da peça  com dois ou três pinos, que se introduz na tomada.  E plugge, o termo do qual ela deriva, é  holandês  e se referia aos pedaços de madeira usados para tapar vazamentos nos diques.
Plug & Play – Ligue e divirta-se.  Essa expressão eliminou uma dor de cabeça comum até os  anos 90, quando, para conectar uma simples impressora a um  micro, era  preciso  usar  três  ou  quatro disquetes  que  continham  o  programa  de  instalação.  No Plug & Play, o  programa  já  vem pré- instalado na memória do micro e basta apenas ligar os cabos.
POP – Ponto de Presença, tradução de Point  of  Presence.  Significa  Onde  Você  Está: para  ser habilitado a acessar a internet, o usuário precisa receber do provedor uma espécie de atestado de residência. 
Pop up – Emergir. É aquele anúncio que pipoca de repente na tela, num quadrinho à parte, não  dá para deixar de ver, antes mesmo de o site entrar no ar.  Por isso mesmo, ele custa  estupidamente mais caro, de trinta a cinqüenta vezes mais que um banner.  V. Banner. 
Portal – A porta principal, pela qual se entra  na  web.  Os  portais  são  megasites  que  oferecem centenas de opções aos usuários numa única tela: serviços, links, chats, musica ao  vivo, notícias, etc. (este é o único etc. que aparece neste glossário, mas, no caso dos portais, ele faz jus  a  seu sentido de e o resto, e muito mais).
Processador de Texto – De longe, o software mais usado no mundo inteiro.  Exemplos conhecidos são o Word da Microsoft e o McWrite da Apple.  O motivo é mais  ou  menos  óbvio, o  processador substitui a máquina de datilografia, algo  que  a  maioria  das  pessoas  já  conhecia.  Mas  o  salto tecnológico da datilografia para a digitação de  textos  foi  enorme.  Pela  primeira  vez, nos  cinco milênios da historia  da  escrita, foi  dado  ao  usuário  o  sagrado  direito  de  errar, sem  que  isso significasse  começar  tudo  de  novo, ou  desperdiçar  muito  tempo  para  corrigir  ou, pior  ainda, apresentar um trabalho de má qualidade. 
Programa – Software.  Uma lista de instruções para que o computador saiba como proceder.  Sem os programas – incluindo o sistema operacional – o micro seria apenas  ma  caixa  de  plástico  sem nenhuma finalidade prática.  O computador é como uma criança, para que ele entenda o  que  deve ser feito, é necessário que a linguagem utilizada pelo programador lhe seja familiar. O computador é também como um adulto, para que não haja  mal-entendidos, é preciso que a  ordem  seja  clara  e não deixe margem a dúvidas.  Para isso, há várias linguagens  que  podem  ser  empregadas: Cobol, Fortran, C, Basic, para citar apenas algumas.  V. Software e Linguagem. 
Propriedade de Domínio – Nos primórdios da web, muitas corporações levaram algum tempo  para perceber o potencial comercial da rede.  Aí, os anônimos espertos (e o mundo está coalhado deles) aproveitaram o vacilo das múltis para registrar nomes como cocacola.com. Obviamente, houve uma enxurrada de processos, que culminaram com o aparecimento de  uma  Lei da Internet, segundo  a qual o direito do uso de um nome é baseado na máxima  first in time, first in right (quem já  detinha o direito ao nome antes da web tem a preferência para usá-lo na web).  A regra vale também para variações de um nome, por exemplo, em 1994 alguém registrou o domínio MicrOsoft com  o  maroto O maiúsculo.  Essas pendências legais são resolvidas dentro da própria internet por  um  comitê  de apelação chamado Domain Name Policy Dispute, Causas Referentes á Política de Registro de Nomes.
Provedor – Intermediário entre o nosso computador e a internet.  Quando  acessamos  a  internet, estamos na verdade acessando um provedor que nos conecta com a internet.  Ele  funciona  como as antigas telefonistas da metade do século 20, para quem  nossos  avós  tinham  que  pedir  para completar a ligação.  O sentido original da palavra latina  pro+videre, enxergar  antes, foi  mudando com o tempo e acabou virando sinônimo de suprir uma necessidade.  A internet ajudou a resgatar o sentido primitivo, os primeiros provedores da  internet  foram  os  que  enxergaram  a  oportunidade antes que todo mundo.  V. Servidor.
Quid Pro Quo – Quem assistiu ao filme "O silêncio dos Inocentes" lembra que, nos diálogos entre  o psicopata Hannibal Lecter e a agente Clarice Starling, Hannibal não cansava  de  repetir: "Quid  pro quo, Clarice", no sentido de, uma mão lava a  outra, ou  toma  lá, dá  cá  e  nós  temos  a  palavra qüiproquó, que quer dizer confusão.  Qual é a versão correta?  Por incrível que pareça, a  brasileira. Em latim, quid pro quo significava trocar a palavra quid pela palavra  quo, causando  uma  confusão gramatical.  O que isso tem a ver com a informática?  Nada.  É só uma pausa, porque ninguém é de ferro, digo, de silício. V. Silício. 
RAM - Random Access Memory. V. Memória.
Realidade Virtual – Um ambiente simulado. Com o auxílio de alguns brinquedinhos – luvas, viseiras, capacetes – e de um software que lhe  permite  que  tome  suas próprias decisões, o usuário se sente dentro de um mundo que não tem nada a ver com as paredes de seu quarto.  Com isso ele  mantém (por enquanto)  o  controle sobre seu tato, seu olfato, seu  paladar  e  delega  ao  sistema  sua  visão  e  sua audição.  O termo virtual reality foi inventado pelo cientista e músico Jaron Lanier, em 1983. Foi sua empresa, a VPL, que produziu a primeira luva interativa, em 1984. Mas a aplicação prática dos recursos da realidade virtual vai bem além dos games, ela é usada em simulações cientificas, em áreas como a medicina e a engenharia. 
Robótica – A  ciência  que  trabalha  no  desenvolvimento  de  robôs,  tanto  as máquinas quanto os programas  que  as  tornam  operacionais.  Pelo  menos  nos filmes sobre o futuro da humanidade, a robótica é  extremamente  bem  sucedida (na verdade, até demais, porque os robôs  sempre  acabam  adquirindo  vontade própria e só não  conseguem  dominar o  mundo  porque  Arnold Schwarzenegger chega bem na hora). A palavra robot, é uma das raríssimas contribuições checas ao vocabulário universal, significa escravo e se popularizou depois do sucesso do  livro Robôs Universais, de 1920, do autor checo, Karel Capek
ROM – Read Only Memory.  V. Memória.
Save – Salvar.  Vem do latim salvus, inteiro, intacto.  De todos os problemas  que  o  usuário  não precisaria ter, esse talvez seja o mais comum: perder um documento porque esqueceu de  salvá-lo no disco rígido ou num disco auxiliar. E aí, não há S.O.S. que resolva. Por falar em S.O.S., essa é a sigla para salvamento mais famosa no mundo inteiro.  Em 1908, um comitê de  especialistas  navais se reuniu para definir um sinal telegráfico que fosse fácil de emitir e simples de reconhecer. Como o telégrafo, inventado por  Samuel Morse  em  1835, representava  cada  letra  do  alfabeto  usando combinações de impulsos elétricos curtos (pontos) e longos (linhas), o comitê  se  decidiu  por  um sinal  de  três  pontos – correspondente à letra S – três  linhas, a letra O – e  novamente  os  três pontos do S. A partir de então o código ...- - -... foi adotado como pedido de socorro em qualquer língua, mas jamais foi oficialmente traduzido para Save Our Souls ou Save Our Ship (Salvem nossas Almas ou Salvem nosso Navio), como diz a lenda.  Foi invenção de jornal.  Na era  da  computação, S.O.S. provavelmente significa Salve Ou Sofra. 
Screen Saver – Protetor de tela.  Uma herança dos primórdios dos microcomputadores que resistiu bem ao tempo.  Há vinte anos, quando telas de monitores eram monocromáticas, de fósforo  verde, a exposição contínua de uma mesma imagem podia queimar  certas  seções  da  tela, que  ficariam marcadas para sempre.  Aí nasceu o screen saver, que entrava em ação  após  alguns  minutos  de ócio do sistema, deixando a tela branca, ou gerando imagens com movimentos contínuos até que o usuário retomasse a operação.  As novas tecnologias tornaram o  screen  saver  obsoleto, mas  ele ressurgiu das cinzas, como uma decoração da tela, ou como um espanta-curioso. 
Search – Busca.  É o mecanismo que permite ao usuário digitar algo que está  procurando  e  aí  o sistema se encarregará de vasculhar toda a web para encontrar.  Search vem do francês chercher, procurar, que por sua vez remonta ao latim circare, andar em círculos, o que muitas vezes é o  que ficamos fazendo numa busca na web, principalmente  quando  estamos  com  pressa  de  encontrar algo. 
Senha - V. Password.
Servidor – No caso da internet, o provedor é uma empresa e o servidor é o ambiente onde os sites ficam hospedados.  Quem desenvolve um site pode aproveitar as facilidades  oferecidas  por  esses servidores, que já vêm previamente preparados para interagir com a linguagem da internet e com os browsers mais conhecidos. É mais ou menos como comprar um apartamento mobiliado e acrescentar a ele apenas o toque pessoal de decoração.  Antes da era WWW, servidor era uma palavra utilizada apenas para designar o funcionário público.  Nada a ver, mas a palavra servir vem do  latim  servus, escravo.  V. Apache. 
Shareware – Software que funciona mais ou menos como  o  test-drive  de  um  carro, o  prezado cliente experimenta e se gosta, adquire.   O shareware tanto pode vir pelo correio, ou  ser  baixado da internet. Normalmente ele é anunciado com uma mensagem: "Free Shareware!!!", na qual o free 
e os três pontos de exclamação estão estampados em caracteres infinitamente maiores  do  que  o resto do texto. Dá a impressão de ser de graça, mas não é bem assim, baixar é de graça, ficar com ele para o resto da vida não é.  Depois de um mês, o programinha emperra e aí surge na  tela  uma mensagem perguntando se o prezado cliente deseja comprá-lo em definitivo. Se a resposta for sim, às vezes é preciso correr o risco de informar o número do cartão de crédito a um  sujeito  chamado Fröxkz, que mora numa cidadezinha da Caspóvia.  E se a resposta for não, o programa  é  difícil  de deletar, porque não tem o obvio comando Uninstall. 
Shortcut - V. Atalho.
Silício – Elemento semicondutor de eletricidade  utilizado  na  fabricação  de  chips.  A palavra inglesa para as nossas silício e silicone é a  mesma, silicon.  Daí  se  originou  o nome de Silicon Valley para a região da Califórnia onde  está  instalada  a  maioria  das grandes empresas de tecnologia.  O silício  provem  da  sílica – do  latim  silex – que  é depois do oxigênio, o mais abundante dos  elementos  existentes  na  Terra.  Portanto, pode até faltar computador neste mundo, mas nunca  será  por  escassez  de  matéria prima, isso tem de sobra...
Sistema– Conjuntos de elementos que se relacionam ou operam entre si. O governo é um sistema político; o corpo humano é um sistema biológico; num time de futebol, as  jogadas  ensaiadas  pelo treinador são o sistema tático.  Em computação, um sistema é qualquer  combinação  dos  diversos tipos de hardware e software. A palavra vem do grego sustema, combinar.
Sistema Operacional – O programa básico e pré-instalado, sem o qual o micro não funciona. Cada ação  do  usuário (clicar o mouse, digitar uma letra, apertar uma tecla de função...)  é  recebida  e interpretada pelo sistema  operacional, que  toma  as  devidas  providências  para  a  execução.  É também o sistema  operacional  que  controla  o  trabalho  dos  periféricos  (impressoras, teclados, monitores...). Enfim, é o faz-tudo ali dentro da caixinha.  Há várias  versões  disponíveis: Windows, MS-DOS, Linux, OS/2. 
Site – Lugar.  Embora a gente já tenha se acostumado a chamar uma página  da  web  de  site, na verdade o site é o local onde essa página pode ser encontrada na web. Vem do latim situs, posição da qual derivou também o português sítio, que no Brasil tem o sentido restrito de chácara, mas  em Portugal quer dizer lugar. 
Slot – Até o surgimento do computador, slot era apenas aquela abertura nas máquinas  americanas chamadas de vending, em que se coloca uma moeda e ela expele um refrigerante.  Num  micro, são aqueles espaços livres dentro da CPU, em que é possível instalar  novas  placas  para  aumentar  a capacidade de processamento. A palavra slot é de origem francesa, esclot, valeta. 
Software – Programa. Software é uma palavra que assim como marketing entre outras, na falta de uma tradução convincente para o português, acabou sendo adotada na sua forma original.  Ware é uma terminação comum em inglês e significa pertencente a uma  mesma  espécie.  Corresponde  ao nosso aria (como em hotelaria, funilaria, pastelaria...). E soft é qualquer  coisa  mole  ou  macia.  E que, como se percebe, nem de longe lembra os disquetes ou  CDROMs  que  contem  programas  ou jogos. O soft entra nessa composição para diferenciar os programas, manipuláveis pelo  usuário, da parte do sistema ao qual ele não tem acesso, a porção hard, dura, que é como foram batizados  os micros e seus periféricos.  V. Hardware. 
T1 – Uma linha telefônica especial para transferir grandes quantidades de dados em alta velocidade. Uma linha T1 envia 1,5 megabytes por segundo, opera com 24 canais individuais de transmissão e é principalmente utilizada por empresas que fazem negócios pela internet.
Teclado - V. Keyboard.
Terabyte – Tamanho de memória. Corresponde a 1 099 511 627 776 bytes ou 2 elevado à potência 40. A palavra tera vem do grego teras, monstro.
TMP – Formato de arquivos temporários. Esses arquivos são criados pelo próprio sistema e ficam na memória do computador, mas o fim do temporário é por nossa conta, temos que  ir  até  lá  e  jogar tudo fora, senão a memória começa a ficar sobrecarregada.
3D – Tridimensional.  Qualquer figura  que  tenha  altura, largura  e  profundidade.  Uma  ilustração normalmente é bidimensional, porque lhe falta a profundidade que é a terceira dimensão.  A  quarta dimensão, segundo Einstein, é o tempo.  E a quinta, de acordo com a antiga série de  TV "Além da Imaginação", é a fantasia.  A palavra dimensão vem do verbo latino  dimetiri, medir, cujo  particípio passado é dimensus, medido.
Trojan Horse – Um vírus disfarçado.  Diferentemente dos  vírus  normais, o  Trojan  Horse  não  se multiplica por vários  micros  através  do  correio  eletrônico, ele  ataca  só  um, mas  é  altamente destrutivo. O nome cavalo de Tróia foi inspirado no famoso presente de grego, o gigantesco cavalo com que os gregos presentearam os troianos há 3000 anos, como sinal de paz, mas dentro do  qual havia soldados, que à noite abriram os portões de Tróia para  que  o  exercito  grego  atacasse  de surpresa. Como o cavalo grego, o Trojan Horse vem disfarçado como um aplicativo bonzinho. 
Tutorial – Aulas particulares. São aqueles programinhas que ensinam passo a passo, didaticamente, como um aplicativo funciona.  A palavra vem  do  latim  tutus, proteger.  Os  tutoriais  protegem  o usuário das armadilhas do programa, ou resguardam a  integridade  do  computador  das  investidas dos usuários mais afoitos.  Normalmente, o tutorial parte do princípio de  que  o  usuário  não  sabe distinguir uma tomada de um plugue, por isso a didática é de aula de primeiro grau. 
Undo – Comando maravilhoso:  Desfaz o que foi feito errado.  Dependendo do programa, o sistema registra a última ou as últimas operações executadas e se o usuário se arrepende do que executou, um simples undo faz tudo voltar ao que era antes.  Se a gente pudesse escolher uma única  opção de comando de um computador para aplicar na vida real, essa opção certamente seria o undo...
Unix – Sistema operacional lançado em 1971 por Ken Thompson e Dennis Ritchie.  O Unix está para o software assim como o Macintosh está para o hardware: quem tem acha o máximo  e  não  troca de jeito nenhum. Quando apareceu, o Unix tinha inúmeras vantagens, era distribuído gratuitamente, funcionava em qualquer computador e era tão flexível que podia ser moldado e  reprogramado  pelo
próprio usuário, além de ser poderoso o suficiente para  suportar  grandes quantidades de dados. As desvantagens: era preciso ser  um  iniciado  em computação para entendê-lo e a flexibilidade fez  com  que  centenas  de versões do Unix começassem a pipocar no mercado. Usada principalmente por universidades e cientistas, a linguagem Unix começou a cair no  gosto dos entendidos em microcomputadores quando surgiu o Linux, uma versão mais amistosa e mais acessível.  V. Linux.
URL – Nome cheio de pompa para qualquer endereço  na  web.  É  a  sigla  para  Uniform  Resource Locator. Mais ou menos como  chamar  chefe  de  vossa  excelência.  Uma  URL  tem  duas  partes, separadas  por  uma  barra  dupla.  À  esquerda  dela  está  o  protocolo  que  deve  ser  usado  na comunicação e à direita o endereço.  V. HTTP. 
Utilitários – Programas auxiliares que raramente usamos, mas que podem ser extremamente  úteis: compactador ou desfragmentador de  arquivos, sistemas  de  alerta  contra  vírus.  Utilities  é  uma palavra inglesa normalmente traduzida para o português como utilidades, mas no sentido original  é bem  menos  vago: água, energia  e  rede  de  esgoto, por  exemplo, são  utilities.  Ou, como  bem expressa o latim utilis, é qualquer coisa que podemos usar de maneira útil. 
Virtual – Algo que existe, mas não pode ser percebido pelos cindo sentidos.  Um bom exemplo  são as chamadas virtudes humanas que vêm, assim como virtual, da mesma palavra latina, virtus, valor. Em computação, virtual é qualquer coisa que não é real, mas que nossa imaginação transforma  em algo que nos parece familiar, para nosso melhor entendimento.  Assim, quando  lemos  amazon.com, imediatamente pensamos numa  livraria, enquanto  o amelia.com  nos  faz  imaginar  prateleiras  de supermercados.  O chamado espaço virtual é uma área fisicamente indefinida, em que as trocas de informações entre diferentes sistemas acontecem.
Vírus – Palavrinha latina que muito antigamente, significava líquido com mau cheiro e por extensão, veneno.  A medicina a adotou, há 600 anos, para definir  os  agentes  infecciosos  capazes  de  se reproduzir no corpo humano e causar danos à saúde.  Exatamente a mesma coisa que um vírus  faz num  computador, espalha-se  e  destrói  o  seu  sistema  vital.  O  primeiro  vírus  de  computador apareceu em 1986.  Curiosamente, sua intenção não  era  de  bagunçar, mas  a  de  proteger.  Um paquistanês, Basit Farouk, desenvolveu o Vírus do Cérebro, ou  Brain Virus,  quando  descobriu que um software que ele e seu irmão vendiam estava sendo pirateado.  O Brain Virus melava  as  cópias piratas ainda no disquete mas não causava nenhum dano ao resto do sistema. Comparado aos vírus de hoje, o de Farouk era uma minhoquinha inocente, mas o nome que ele usou  sobreviveu  e  virou história...
Visitante – No fim de uma página da  web, aparece aquela mensagem: "Você é nosso visitante n.º 003875496". E a gente fica pensando: "Será?  Ou isso é  tão  confiável  como  odômetro  de  carro usado depois de passar pelo Estacionamento do João Bafo-de-Onça?" A  desconfiança  faz  sentido quando no  pé  do  site, não  aparecer  o  nome  de  uma  auditoria  independente  que  garanta  a  veracidade daqueles numerinhos. Mas assumindo-se que o site seja íntegro, há uma diferença entre paga view e hit.  Num site  que  tenha  por  exemplo,  uma  página  contendo  uma  foto, são  dois  hits, um para a página e um para a foto.  Já o  page  view  é  contado  como  um  acesso  ao  site, independentemente do número de páginas visitadas.  Para quem interessa isso?  Para os potenciais patrocinadores do site, porque o preço do anúncio é proporcional ao tráfego de visitantes.
Web – O lado gráfico da internet.  A internet é a rede, enquanto a WWW,  World Wide Web (teia do tamanho do mundo), é a parte visível dela, que  podemos  acessar e com a qual podemos interagir. O nome World Wide Web, de  tão  sonoro  e  ritmado, parece obra de agência  de  publicidade, mas  foi  sugerido  por  Tim Berners-Lee, durante  um descontraído  bate-papo, em  maio  de  1990, no  restaurante  da  CERN,  Organização Européia de Pesquisa Nuclear. A CERN é o berço do hipertexto, que deu à luz a web. V. Hipertexto.
Webcam – Câmara da web, que conectada ao  sistema  com  um software  apropriado  permite  a captação e o envio de imagens em tempo real.
Webdesign – Fazer  um  design.  Do  francês  désigner, escolher – é  criar uma embalagem, ou um produto, que seja ao mesmo tempo, visualmente atrativo, do tamanho  correto  e  de  desempenho perfeito. Por exemplo, uma Ferrari. Ou um clipe de papel. Do ponto de vista do usuário, um site tem três aspectos básicos: a qualidade gráfica (o que a gente vê), a funcionalidade (a  transição  entre páginas ou quadros) e o conteúdo (o quanto a gente  aprende  ou  se  diverte). O webdesigner é o responsável pelos dois primeiros.  E, no caso da parte gráfica, sua tarefa é brutal, a tela  inicial  de um site é assim como a capa de uma revista, deve mostrar o que há de mais interessante lá dentro. Só que a capa da revista pode ser despojada, como o  painel  de  um  automóvel, enquanto  o  site precisa parecer mais com um painel  de  avião.  Daí, o grande desafio do webdesigner: mostrar sem confundir.  V. Conteúdo. 
Windows – Sistema operacional desenvolvido pela Microsoft.  É o software que  contém  todas  as instruções que fazem o micro funcionar.  A palavra windows, janela, vem do nórdico  vindauga, olho da porta, já que nas antigas residências e ainda em algumas cidades do interior  do  Brasil, a  porta  se dividia em duas partes e a parte de cima funcionava como janela.
Workstation– Estação de trabalho. Pode significar duas coisas: a primeira, um micro que faz parte de uma rede interna de uma empresa, por exemplo.  A  segunda, mais  sofisticada, se  refere  a  um tipo específico de micro, com altíssima capacidade de  resolução  gráfica, usado  para  projetos  de engenharia ou tarefas de design e publicidade. A única coisa que não combina direito com tudo isso é a palavra estação. Seu sentido de local onde pára o trem tem menos de 200 anos. Originalmente, a palavra latina stationis significava o que  hoje  significa  status, posição  social.  Naquela  mesma época, status queria dizer momento de crise  aguda  durante  uma  doença.  O  station  inglês, que faz parte do workstation, está mais para o sentido de posição da pessoa:  é  o  local  onde  ela  se encontra ( o soldado está stationed no  Líbano, por  exemplo).  Então,  workstation  e  estação  de trabalho não são as mesas frias onde ficam os micros, é o  local  aconchegante  onde  uma  pessoa está trabalhando.  Sutil, porém um pouco mais humano... 
Yottabyte – Tamanho de memória equivalente ao número 2 elevado à potência 80 ou 1 208 925 819 581 336 886 706 176 bytes.  Foi  em  1965  que  Gordon  Moore, co-fundador da Intel, criou a Lei de Moore, segundo a qual a capacidade dos chips dobra  a  cada  dezoito  meses.  Como  até agora ele acertou, o yottabyte seria a memória padrão de um micro – ou de qualquer engenhoca que venha a substituí-lo no futuro – aí pelo ano de 2008.  É  difícil  imaginar  o  que  isso  vai  significar  na prática, já  que  hoje  ainda  estamos  encantados com um terabyte, que tem uma memória um trilhão de vezes menor do que um  yottabyte.  O termo  yotta é  uma variação de yocto, notação científica para oito. 
Zettabyte – Tamanho  de  memória.  Corresponde  a  1 180 591 620 684 899 303 424 bytes  ou  2 elevado à potência 70.  Esse incrível número é também a quantidade  de  filhotes  que  um  simples casal de moscas seria capaz de gerar se conseguisse viver apenas quatro meses. Mas a natureza é sábia, as moscas vivem em média 37 dias.  Se vivessem só uma semana a  mais, em  pouco  tempo elas infestariam o mundo.  É esse equilíbrio ecológico que não tem uma  contrapartida  no  equilíbrio tecnológico, os microprocessadores continuam a se  reproduzir  em  proporções  que  vão  além  de nossa imaginação.  O termo  zetta  é  uma  variação  de  zepto, notação  cientifica  para  sete.  V. Yottabyte. 
Zip - Programa de compressão de dados. Foi criado por Phil Katz e consegue espremer o tamanho de arquivos  enormes, reduzindo a área necessária para arquivá-los.  O truque do Zip, é um artificio até que simples: se num arquivo há 1000 pixels exatamente iguais (por exemplo, um ponto azul-turquesa, que requer milhares de bits para ser codificado), o  Zip reproduz o primeiro ponto e informa ao sistema, por meio de uma fórmula que utiliza meia dúzia de bits, que cada  um  dos  outros  999  pontos é idêntico ao primeiro.  O Zip requer um  periférico,  software  e  disquetes   próprios  (além  da  compressão  há uma segunda vantagem: um disquete Zip armazena  até  200  megabytes, o equivalente a 125 disquetes comuns). Zip não é sigla nem acrônimo, apenas uma  onomatopéia  para  rápido.  Incidentalmente... a  palavrinha  zip  foi  a mesma que batizou o zíper, inventado em 1893, com o nome de clasp locker, fecho de gancho. Durante 37 anos, o zíper foi apenas um substituto para os cadarços de sapatos e só em 1930 ele começou a ser usado em roupas. 
zzzz – Onomatopéia para dormir, utilizada nos balões das histórias em quadrinhos. Mas o sujeito lá da Microsoft que fez o programa do corretor de textos em inglês do  Word  não pensa assim.  Quando  o  usuário  pede uma sugestão para substituir o sonolento zzzz, o corretor sugere, sexo.
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Obs: As imagens: Charlemagne, fibra óptica, glossário, mouse, navegar, nerd, Paul Allen, silicone e telefones antigos, foram escaneadas da revista Odisséia Digital 2.  As 27 imagens restantes  foram  acrescentadas por uma iniciativa da Lost Design (lostdesign.net) em 20 de março de 2004.
Adições: 
Google: inserido em setembro de 2004
Bill Gates: inserido em dezembro de 2004
Paulo Stoll Nogueira
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